Caminhos de Cristo

Uma página informativa independente com pontos de vista de muitos sectores de pesquisa e experiências vívidas.

para a primeira página (homepage) com contribuições aditionais.

 

Caminhos de Cristo na consciência humana e na Terra.

Índice de todas as partes.

Esta é a 2° Parte: Os passos nos Evangelhos:.

  – Texto contínuo, Capítulos também podem ser chamados aqui: Para o capítulo mais embaixo (do índice), a página primeiro deverá estar completamente carregada.

1.  Introdução no sentido e utilização deste texto com indicações metódicas para a meditação, entre outros
2.  "No início era a Palavra ...e a palavra se tornou carne..."
3.  Jesus de Nazaré: Seu Nascimento, e o renascimento no sentido cristão
4.  Aconteceu algo significativo nos anos da juventude de Jesus ?
5.  Um comentário a parte sobre as discussões sobre dois meninos Jesus
6.  O batismo no Jordão através de João Batista com Comentários sobre os batismos actuais
7.  O silêncio no deserto
8.  As tentações
9.  As Bodas de Canaã
10.(Pontos de vista cristão sobre a sexualidade, Simpatia, Compreensão e Amor)
11.O „Fervor Sagrado" (e pontos de vista relativos a emoções)
12.O Sermão da Montanha (com pontos de vista sobre a compreensão)
13.A revelação de Cristo no Monte Tabor
14.A questão após os "Milagres"
15.A ressureição de Lázaro

16.„A Ovelha"
17.Cristo e a cerimônia de lava-pés e a aplicação de unguento em Betânia 15.(Importantes pontos de vista de espiritualidade cristã)
18.A Santa Ceia, a prisão e flagelação;
19.A Coroação de espinhos e Sermão de despedida
20.Crucificação e a colocação no selpucro com indicações sobre a mística crista
21.A questão do selpucro vazio; a „Ascensão" a Ida ao Paraíso"
22.A ressureição
23.A Ascenção
24.Os acontecimentos de Poentecostes
25.Uma imagem de Jesus

Para a 2° parte: Os passos para o Apocalipse de João clicar aqui
(12 Capítulos sobre o Apocalipse)

Capítulo final: O cristianismo
Tabela: Uma posição cristã - "No mundo porém não do mundo" um "Terceiro Caminho"

Para a 3° parte : Capítulo sobre diferentes temas e questões da vida – clicar aqui

Para a 4° parte: Colaborações para o diálogo com outras religiões

Nota sobre direitos e outros idiomas
E-mail.

 

INTRODUÇÃO no sentido e uso deste texto.

Desde dois mil anos (com as profecias anteriores: ainda mais alguns milhares de anos mais longos – sempre as pessoas confessam novamente suas experiências directas com Jesus Cristo. Apesar de diferentes caracteres, diferentes campos religiosos, filosóficos ou científico, os mesmos mostram parentesco entre si independente. Os mesmos falam da realidade actual de Cristo, também parcialmente da possibilidade de se preparar para outras experiências semelhantes; e das novas capacidades introduzidas por Cristo no desenvolvimento da Humanidade, que não são apenas pensadas no sentido da transferência histórica cultural externa. Estes não são apenas passos imagináveis teóricos e sim prácticos do "Crescimento" e irão aqui ser descritos individualmente de uma nova maneira. Ao seguir os mesmos passos de Jesus, é possível ver a importância destes passos para diferentes áreas da vida.

No Século 12 o abade Joachim de Fiore profetizou uma "Era do Espírito Santo", onde um relacionamento divino deste tipo se tornou um padrão, independente de outras instituições. Hoje se espalham rapidamente no mundo inteiro maiores ambições e esforços, que não apenas buscam um personificação de Cristo nos homens e sim vêem o indivíduo como uma célula se tornando consciente no "Corpo de Cristo".

A "Volta de Cristo" vista parcialmente com o "Apocalipse" actual coligado como processos indicam no geral algo incompreensível ao invés de uma "Reencarnação" humana.

Quais possibilidades de desenvolvimento específicas para o Homem e a Terra podem ser encontradas aqui e antes da vida terrena de Jesus, é a questão cujas possíveis soluções foram reunidas aqui neste documento como desafio.

Justamente em uma época,

- onde o fenómeno Jesus Cristo é analisado através de diferentes teologias e dogmas, através de ciências linguísticas, históricas, arqueológicas e paleográficas, sociológicas de religião e de profunda psicologia, ciências naturais, políticas,

- onde como no tempo do cristianismo antigo junto a um cenário antigo materialista foi criada um sector de espiritualidade múltiplo, onde ambos geraram o passagens fluidas bem como limitações para o cristianismo,

- onde as aparições mais confusas são feitas, como por exemplo: múltiplas incorporações de Cristo imaginárias no Presente, e onde muitas vezes acontece algo de problemático a negativo no nome de Cristo. Pode ser de interesse examinar o que nestas complicações pode ser de valor nesta contribuição especial para Cristo. 

Aqui serão anexadas algumas experiências interiores, como também outras de teor místico e fontes. Os pontos de vista utilizados são interdisciplinares de muitos sectores científicos e de experiências, ou seja: não apenas teológicos. Nos pontos de vista espiritual não se deve falar de pseudoconteúdo de consciência política das palavras. Dogmas do pensamento mecânico das ciências naturais do século passado naturalmente não devem ser aceitados como limitação, bem como pensamentos da área oriental que partem da premissa que não existe nada que já não estejam nos Vedas antigos hindus e que Jesus foi apenas um "eventual Mestre de terceira classe" devem ser dispensados. Estes conhecimentos não podem ser divergidos de indicações comparativas ou complementares do texto em relação a livros, etc., e assim estes livros ou conhecimentos prévios teológicos não são necessários para o entendimento. (O mesmo é válido para a lista de livros planejada para interessados em teologia, ver Links.) Nada deverá ser entendido como dogma ou opinião de alguma organização religiosa exterior. O mesmo não se orienta contra alguma igreja ou sociedade religiosa e também não contra, por exemplo: a confissão religiosa apostólica. Pessoas com outras bases religiosas ou considerações sobre o mundo, que tem um interesse positivo nos novos conhecimentos do sector cristão, podem encontrar algo precioso nestes escritos que não são nem dogmáticos nem materialistas de pouco teor.  Por isso estão incluídas também indicações sobre o relacionamento de caminhos cristão para outras ambições. Em parte como no Evangelho de São João em um idioma compreensível para os que buscavam a salvação, no qual o foi filtrado o básico do Cristianismo, assim estes escritos mostram acessos em diferentes aspectos. Estes escritos também é livro no aspecto estilístico; pesquisa é diferente de missionarismo. Tais Cristãos que dão preferência a uma crença simples sem pensamentos profundos podem aprender nestes escritos como podem dialogar com as pessoas com outras crenças nos seus campos sem que surjam contínuos mal-entendidos.

O texto deve falar através de seu simples teor.

"Ainda tenho muito a dizer-vos, porém vós não suportariam ainda isto. Quando aquele que chegar no Espírito da Verdade, este irá comunicar-vos toda a Verdade" (João 16:12-13). Esse projecto foi inspirado por esse espírito.

 

Nota metódica:

Os seguintes 37 capítulos são seguidos pelos passos nos Evangelhos e no Apocalipse de São João. Recomenda-se ler os mesmos nesta sequência, com ajuda de, entre outros, do Evangelho de São João e do Apocalipse.
O estudo da Bíblia, ou seja: ler os textos, compreender idiomaticamnte e de forma conjunto, é apenas um método. Durante o estudo os capítulos podem fomentar o texto e não por último os conhecimentos divinos.

A página da Web é composta de um longo texto contínuo, cujos capítulos podem ser alcançados a partir do índice. Para um estudo básico recomenda-se imprimir o texto: Conforme o ajuste do pesquisador e da impressora, são aprox. 120 páginas (60 parte 1).
Quem desejar não apenas ler e sim estiver interessado em um método mais completo de compreensão - incluindo camadas descuidadas da alma -, poderá, após o estudo de um capítulo, ler o capítulo e meditar sobre o mesmo após avaliação concentrada do mesmo, por exemplo, o Evangelho de São João. (João e alguns de seus discípulos se ocupavam especialmente do profundo significado espiritual dos acontecimentos.)

Desenhos (.pdf, 169 kB).

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"No Início era a Palavra (Logo grego) ... e a Palavra se tornou Carne..." (João 1).

Tais representações serviam antigamente não para reprimir o exemplo humano de Jesus* e sim significam sua profunda ligação com Deus e a Criação. O tipo desta comunhão pode ser sempre pensada de outras formas porém, classificar a mesma desde já como incompreensível e não-autêntica, não é admissível. Algo semelhante pode ser visto no Evangelho de João 1, João 5, João 6,69, João 7 ..., em Mateus 16, 16, Na Carta aos Colosseus e Efesos, etc; vive ainda nos antigos ensinamentos da Igreja, nos místicos como Jakob Böhme, com Rudolf Steiner (Helsingfors 1912) e vive novamente nos sábios cristão "Daskalos" nos "Ensinamentos Esotéricos" bem como nos livros do teólogo americano Matthew Fox "A Grande Benção" e "Visão do Cristo Cósmico", e em reuniões, como por exemplo da Academia Evangélica Bad Boll nas questões do "Cristo Cósmico", e em outros.

Na igreja católica e partes da igreja evangélica se tentou conservar as proximidades feridas de um tal nível de tradição através de conceitos de Fé teóricos. Outros sectores da igreja evangélica que reconhecem o efeito social de Jesus de maneira mais forte, pensam que deve ser substituído o Jesus "de supremacia divina". Nos ensinamentos de origem hindu o conceito "Avatar" de diferentes níveis é comparado com isto. Neste caso as pessoas entenderam, que não estão na Terra para contribuir para seu próprio avanço e sim, voluntariamente para o avanço de um povo ou da Humanidade; como uma gota da "Perfeição Divina". A diferença entre tais "Avatares" seguidos confundem-se muitas vezes em tais concepções, enquanto a concepção judia e cristã salienta o "Deus da História", o aspecto do desenvolvimento continuado e especialmente o papel do "Messias". 

Salientamos também que o Alcorão reconhece Jesus Cristo em vários pontos como profeta enviado por Deus e também como "Palavra" de Deus "criado como Adão". O mesmo também é considerado no Islã de pleno conhecimento sempre mais do que nos demais teólogos modernos cristãos que salientam apenas o reformista social Jesus! Apenas os Ensinamentos da filiação Divina (o que os cristãos do tempo de Maomé entendiam de maneira bastante terrestre) de Jesus não foi aceita no Corão no âmbito do posterior Catecismo da Trindade. Cristãos, que pudessem esclarecer o significado disto de maneira autêntica, de maneira que pessoas com outros pontos de partida também pudessem entender o mesmo, quase não existiam naquele tempo. (ver página extra "Jesus e o islã").

Primeiro deve ser determinado se esta camada da questão Cristo muitas vezes não correspondia a pensamento especulativo e sim a experiências limite visionário, pode ser visto claramente, por exemplo com Jakob Böhme, que entretanto tinha a capacidade rara de processar de maneira conceitual o experimentado. Todas as experiências de cunho espiritual requerem um processamento (auto)crítico; porém uma avaliação de seus resultados sem a levar em consideração a existência de um tal nível de percepção, leva a lugar nenhum como método não-apropriado.
As pessoas com uma tarefa mística e/ou espiritual reconhecida também não podem ser verdadeiramente compreendidas se forem vistas apenas do ponto de vista da sua socialização externa, a nível histórico-crítico, em vez de se incluir o seu desenvolvimento espiritual interior independente.

*) Jesus está relativamente bem documentado na história como uma pessoa que realmente existiu. Historiadores do século I d.C., como Josephus e Tacitus, confirmam o seu verdadeiro aparecimento. Nos evangelhos bíblicos é referido, local e temporalmente, em diversas circunstâncias. Por exemplo, são mencionados diversos governantes e oficiais (por ex. Lc. 3:1, 2, 23), através dos quais pode ser identificado o ano em que Jesus iniciou as suas atividades de ensino. Eles próprios foram novamente encontrados nos escritos da história. Assim, os registos bíblicos não têm o caráter de puras histórias mitológicas. Os textos "apócrifos" não incluídos na Bíblia, isto é, os evangelhos cristãos e outros textos do primeiro século, depositam frequentemente menos valor na restituição precisa de relatos e mais em certas interpretações de acontecimentos individuais pelos respetivos autores.

 Para isso na página em inglês e alemão um resumo do Evangelho de João, início do capítulo 1.

A meditação do Evangelho está descrita na introdução, sob "Indicações metódicas". Especialmente este texto foi utilizado para se ajustar a Cristo, como um receptor bem afinado, ao invés de entrar em cont6acto com algumas outras forças, que apenas dizem ser cristãs. O texto é baseado em uma antiga tradição de Lutero, onde diversas traduções foram examinadas. O texto original era escrito em grego. Depois o texto em grego antigo foi reproduzido em uma transcrição própria para que se possa sentir mais claramente a força verbal ou "vibração". Para a meditação, o texto será utilizado na respectiva língua materna. Para os outros pontos do Evangelho e do Apocalipse indicamos as Bíblias.

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 Jesus de Nazaré: Seu nascimento.

Após a sequência nos Evangelhos, passamos agora para os acontecimentos humanos. O nascimento de Jesus é ligado tradicionalmente com o Natal – mesmo que a festa não deixe reconhecer mais algo disso - Lucas. 1, 26ff.; Mateus 1, 18ff. Pergunta-se por que, em relação ao significado central dos tardios "Três anos de Aprendizado" de Jesus, os teólogos de hoje fazem tantos esforços para questionar o nascimento virginal de Jesus? Durante o Gnosticismo antigo afirmava necessitar ter o pensamento que Jesus tinha apenas um "corpo aparente", em outras correntes se declara de maneira unificada que Jesus teve que passar todas as estações da forma de vida Homem. Porém, esta discussão (caso a busca de verdade fosse o motivo) deveria ser mais aberta. Em um tempo onde em combinação com a transformação da sexualidade e amor emergem em novos aspectos, em parte de prácticas orientais e quem lembram antigos costumes dos templos, não deve estar longe, receber um núcleo de verdade na tradição. Budistas (ao descrever as circunstâncias excepcionais do nascimento de Buda) não tem qualquer dificuldade em aceitar o "nascimento por uma virgem" de Jesus, e virgindade em sentido psicológico, como afirma, por exemplo Steiner. O Corão fala de Jesus como um Deus Enviado, que Deus "criou como Adão" na Virgem Maria - à semelhança do que é anunciado na Bíblia por um anjo sobre o nascimento virginal de Jesus.

Uma das naturezas de Jesus, que não se aplica a nenhum dos esquemas de pensamento fixos, parece surgir aqui. Porém qualidades características são reconhecidas apenas no decorrer da Sua vida. O significado da possibilidade, "renascer"*) com Cristo durante a vida, iremos apreciar também aqui.

Desde o início que a vida e ações de Jesus contextualizam-se no decorrer da história mundial. Isto é mostrado logo no censo populacional convocado pelo imperador romano, que levou os pais de Jesus a irem para Belém, onde Jesus nasceu, local que ganhou um grande significado profético. Isto era tido em atenção na literatura teológica, quando se tratava da discussão do significado mundial de Jesus.

Sobre isto temos na página em inglês e alemão um resumo do Evangelho de São João 3,5-8... : O Renascimento.

  Isto não é uma parábola. É um ponto da Bíblia de "difícil compreensão" com um significado preciso e muito importante para aqueles que tem a experiência e conhecimentos para poder processar o mesmo. Jesus nunca disse nada a indivíduos cujo significado os mesmos não pudessem compreender e utilizar. No decorrer do capítulo de nosso texto principal, por exemplo "O silêncio no deserto" e "A Glorificação", entre outros, será descrito como se pode facilitar a compreensão do tema "Renascimento".

Para aqueles que buscam menos nessa direcção, antes existia isso especialmente nos tempos antigos a Festa do Natal. A festa dos "Ano Bíblico", neste caso no tempo do Advento, as pessoas estão de acordo com uma interiorização plástica do nascimento de Cristo, de forma semelhante ao período de jejum que prepara o espírito para a festa da Páscoa. Assim podemos, no decorrer do ano, sentir algo (mesmo que não completamente compreendido, o que acontece nos tempos actuais cheios de distrações), que quase pode ser vivenciado apenas com meditação intensiva e longas fases de oração.

O Natal é neste sentido, uma festa do amor para lembrança do que Jesus presenteou a Humanidade. Isto não altera porém o sentido mais profundo, que todos passos na vida de Jesus também podem ser reproduzidos. Ver além disso o capítulo "E a palavra se tornou carne" no texto principal.

Cristãos Renascidos no contexto de Igrejas Livres, etc.
- contudo, é necessário reforçar diariamente a sua fé para assim se tornar mais perfeito.
- Agora procuram a sua abordagem individual para renovar todos os seus assuntos na vida; a maioria deles irá mudar muito
- Conforme referido em Revelação 21:5, para um período que há-de chegar: "Vê, eu faço todas as coisas novas", pelo que, já hoje, é a altura para renovar as suas ideias acerca de tudo.

Pergunta:
Se ainda não experimentei, sou capaz de desejar uma renovação interior de Deus como a origem de tudo?

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Aconteceu algo significativo nos anos da juventude de Jesus ?

Também neste sector é dada uma importância desproporcional, como em muitos livros espirituais modernos. A Bíblia relata apenas o cântico do sábio Simeão e a admiração dos sábios com o menino de 12 anos Jesus - Lucas. 2, 29 - 51. O mais autêntico e não-bíblico "Evangelho da infância", o "Evangelho de Jacó"que nos chegou apenas em segmentos e novas revelações (o último através da Editora Lorber), contém eventos e encontros simbólicos. Porém ninguém pode encontrar provas destas teses em alguns livros modernos, que Jesus tenha aprendido algo dos Essenos ou da comunidade Qumran parcialmente aparentada, ou em templos egípcios ou gregos, ou mais um na Índia, etc. poderia ser mais frutífero activar a fantasia criativa, em razão de alguns pontos em comum, caso isto não levar a novos dogmas apressados. Isto poderia mostrar um fraco contorno de Jesus, que se encontrou intensivamente não apenas com uma ou outra corrente espiritual e sim com todas as correntes espirituais daquele tempo, e com isso desabrochou aquilo que ele tinha que desabrochar do seu íntimo, o que não tem que ser necessariamente idêntico ao que tinha de ser, com o que os outros pensavam sobre isso. Isto é uma experiência básica que é compreensível em parte, e que é compreendida plenamente por alguns. Esta experiência vai além de todas as idéias psicológicas sobre "Formação" e comportamento. A mesma é típica para indivíduos formados e místicos. A mesma pode despontar parcialmente desde a mais tenra infância. A mesma é nesta direcção representada na pintura, um pouco fantasiosa, de Levi a assim chamada. "Evangelho de Aquário" (1908).

R. Steiner mostra uma cena no. "Quinto Evangelho" onde para Jesus, antes do baptismo no Jordão, ficou claro que nos novos tempos os métodos de trabalho de ordens esotéricas como os Essenos, ao se isolar do mundo exterior, podem ser contraprodutivos. Seus engajamentos na lei com muitas prescrições de limpeza corporais e éticas/espirituais, mantiveram eles próprios isentos de influências negativas porém o seu ambiente foi muito mais atingido. No mínimo no decorrer da vida de Jesus, nós também achamos um impulso baseado biblicamente de "estar neste mundo, porém não deste mundo," e de inclusão do mundo no seu próprio desenvolvimento. Uma das consequências desta atitude é também que Jesus ensina algumas coisas que estavam sendo mantidas em segredo nos tempos antigos; o que não contradiz os ensinamentos em "texto claro" primeiro para seus discípulos mais bem preparados.

Isto mostra-se, em oposição às antigas e tradições misteriosas baseadas no segredo extremo, como um novo elemento de facto. De maneira interessante é mostrado também algo semelhante, por exemplo, em novas direcções do budismo de Mahayana, onde repentinamente a simpatia para com todos os seres é bastante realçado. Porém apenas nos nossos tempos a possibilidade de acesso de todos a profundidades espirituais se tornou pública. Ninguém pode dizer que ele/ela nunca ouviu falar disso. Desde que o esoterismo de livros de banca de jornal de estação de trem continuam a ser bastante superficiais, pode-se assumir que esta tendência ainda não foi completamente aplicada. Está claro que a práctica de manter segredo pela biblioteca do Vaticano tem um carácter "pré-cristão".  

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Um comentário a parte sobre as discussões sobre dois meninos Jesus".

Aqui deve ser mencionada adicionalmente à interpretação de R. Steiner sobre diferentes dados de ancestralidade de Mateus e Lucas como "dois meninos Jesus". Já que não foi colocado em discussão que a natureza divina de Cristo apenas se manifestou em uma pessoa, é engraçado como o intelecto de Antroposofos como teólogos se envolvem em uma "disputa principal 1 ou 2". A questão é um pouco diferente, especificamente como a encarnação de Cristo foi acompanhada por forças de sábios de diferentes culturas: Adão, Krishna Buda, Zaratustra. Desde que a pesquisa de objectos espirituais pode ser bem mais complexa do que nos pensamentos terrenos concretos, então dados concretos na literatura não são sempre mais exactos do que tais pontos de vista gerais.  

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O batismo no Jordão através de João Batista com Comentários sobre os batismos actuais.

A forma original do batismo na água não era um ato simbólico ou qualquer declaração de um membro dentro de uma comunidade religiosa. A submersão causada por uma pessoa experimentada, no caso João Baptista, levava muitas vezes a um quase-afogamento, ou seja representava uma experiência-limite real. A mesma era similar a antigas "Iniciações" ou "testes de iniciação". Porém aqui a possibilidade de possíveis experiências psicológicas não eram a proposição final ou um método para perder o medo perante a morte e sim o batismo celebrava a chamada para "Penitência"; traduzido mais concretamente como "Retorno" para o colo do Deus Todo-Poderoso, cujo Reino Celestial era anunciado como "mais próximo, - Mateus.3, João. 1.

Quando Jesus pediu para ser batizado, João não se sentiu a altura de ajudá-lo neste sentido; ele concordou porém não tinha controlo sobre os acontecimentos e apenas pode ver como Jesus passou por uma mudança maior do que ele imaginava. Ele já tinha previsto a possibilidade de um tipo de batismo mais alto através do fogo do espírito, através de Um que viria após ele. Agora ele viu o "Espírito de Deus" descer sobre Jesus. Os esoteristas cristãos vêem aqui o "Nascimento de Cristo em Jesus"; isto não requer porém a idéia de Jesus e Cristo como seres, que nunca tinham tido nada a haver um com o outro.

No geral agora o baptismo, especialmente o "batismo espiritual" (termo usado de diferentes maneiras, por exemplo nas igrejas livres) pode ser visto como entrada para o "Renascimento" do homem - João.3. O termo "Renascimento" nos esforços cristão será aqui evitado para evitar uma possível confusão com "Reencarnação"; porém isso não quer dizer a questão da Reencarnação não é citada na Bíblia.– Mateus.11,14, que por exemplo pode ser interpretada dessa maneira.

Ao invés de querer decidir sobre querelas teológicas/teóricas sobre o carácter do baptismo, o interesse poderá ser dirigido sobre a questão de quão práctico tal "Renascimento" seria para o Homem. Ele poderá rever, sentir e investigar desde as camadas mais profundas do seu ser que está voltado para Deus. Deus pode tomar a forma de um homem de forma mais clara de maneira que esta seja mais reconhecível como "Imagem de Deus, ou como os místicos citam, a "Faísca Divina" que é preenchida com vida no coração e começa a crescer junto com o Homem. O ser humano começa a meditar e ver isso até na imagem de uma criança que se desenvolve aqui ou mesmo de uma criança com sua mãe como imagem da alma. Em diferença perante uma imagem interna mental, criada durante algum exercício, que reproduz o desenvolvimento interior do Homem, esta será o espelho de um estágio do desenvolvimento espiritual que não pode ser produzida pelo ego. Esta criança interna se tornará adulta depois e ainda mais tarde estará presente na consciência.

Em pessoas com menos habilidades naturais de imaginação, o mesmo fenómeno será expresso mais pelos sentimentos interiores ou impressões mentais ou simplesmente por transformações na vida. Obras de arte como a "Madona da capela Sistina" também podem ter sido criadas por visões e também pode ajudar a entrada para realidades interiores.

No livro "Caminhos para o renascimento espiritual" de Lorber (Alemanha) são destacados de outra maneira.

Uma outra maneira de ajudar a desenvolver é a meditação sobre o Evangelho de João, uma práctica hoje em dia quase esquecida. Deste modo um capítulo é analisado até que algo de teor interior seja claramente sentido, em imagens meditativas ou em sonhos e que se possa transferir para a vida. Ver as "Indicações Metódicas" neste capítulo introdutório.

Uma outra característica essencial de um caminho para Jesus pode ser visto aqui: O desenvolvimento e sua dimensões é movido para os indivíduos. Os mesmos podem desenvolver-se por si próprios e, em troca, desabrochar para a vida, sem necessariamente precisar de uma "instituição distribuidora de graças". Isto não exclui aconselhamento fraternal entre si. O caminho está dado para a "Imitação de Cristo".

O tipo de experiência "interior" não é entretanto considerado como substituto de orações para o Deus "exterior": "Permanecei comigo e eu em Vós" – João 15 .

A continuação do baptismo pela água após o início das pregações de Jesus, ou após o "baptismo espiritual" dos acontecimentos de Pentecostes, não foi necessário. Já em Jesus próprio foi considerado como um sinal exterior de um amadurecimento de uma nova fase de desenvolvimento interior. Enquanto o movimento dos baptistas ainda afirmam: "Arrependei-vos e deixem-se baptizar", os discípulos de Jesus, após a fusão com este movimento diziam "Creiam", ou seja: "Abri-vos para a força da Fé e deixem-se baptizar". Esta parte foi uma concessão aos adeptos do baptistas. Agora eles iniciaram com uma atitude positiva. Ambos baptizaram adultos que podiam decidir de forma consciente. Isto não precisa excluir que poderia haver um tipo de benção para os recém-nascidos como "Direito de Nascimento" desde 2000 anos, porém presumivelmente deveria ser melhor, para se diferenciar isto do baptismo real e também da questão de afiliação em uma determinada igreja. Dessa maneira poderiam ser resolvidas as discussões relativas a este ponto.

Em dependência inevitável com a antiga interpretação israelita do Messias Anunciado como um rei, as pessoas entenderam o baptismo como a entrada para um novo reino. Não teve muito sucesso, a tentativa de esclarecer as pessoas daquele tempo que não era um reino governamental exterior e nem também uma nova organização da igreja e sim uma comunidade de todos com Deus como Pai e aqueles que aceitam isso na sua alma mesmo como filho/filha recém-nascidos deste Pai. Este segurança, ligada com a atitude fraternal destes "Filhos" e "Filhas" entre si próprios e com o filho humano e divino Jesus como irmão mais velho formou o núcleo dos ensinamentos que foi oferecido ao povo para compreensão. No antigo Israel já havia a idéia de Deus como pai, bem como a idéia de Deus como algo inacessível. Porém foi visto mais como pai de Abraão e do povo que se originou dele. Apenas pelo povo Deus era o Pai dos indivíduos. Na maioria apenas poucos indivíduos podem ter tido a experiência de Deus como Pai directo dos indivíduos, que primeiro foi trazido a público por Jesus: um Indivíduo que se sente guiado por Deus na alma e que pode procurar entrar em contacto com Deus a qualquer tempo; um Indivíduo que pode sentir-se, através deste vínculo com Deus Eterno, como uma parte do Mesmo. Isto será ancorado claramente no decurso do caminho de Jesus, porém aqui já foi iniciado.

Comentário: É possível que as experiências vividas por Jesus no deserto (com as experiências com Deus não descritas na Bíblia), em realidade tenham sido vividas antes do baptismo no Jordão ou que tenham havido diversas fases de retiro, que foram reunidas depois na tradição. De qualquer maneira existem aqui vínculos espirituais.

Os teólogos liberais projetaram o batismo de Jesus como uma experiência de vocação. Pelo contrário, a partir de uma teologia tradicional também foi tematizada a cobertura profética e calendarizada na história mundial (por ex. Lc.3:1-4, incluindo a referência a Isaías 40:3-5; ): na profecia trata-se de um deus de ação redentora.

Relativo a isto existe um resumo nas páginas em inglês e alemão de Mateus 28,18-20; com comentários sobre o baptismo no presente.

Hoje em dia a maioria dos batismos é feita por aspersão de água ou submersão.
As igrejas geralmente reconhecem entre si no mínimo o baptismo e assim a fé cristã dos fiéis. As igrejas livres dão maior valor a que o baptismo seja ou efectuado quando adulto ou que seja feito um novo baptismo quando adulto. Lá é dado um maior valor adicionalmente a experiência profunda pelo espírito através do baptismo. (primeiro são baptizados os adultos). Porém não se exclui que as crianças não possam receber uma benção. Apenas isso teria então um outro carácter além do baptismo.) No baptismo, em sentido original, não se aplicava que fosse entendido como a entrada de um membro de uma bem determinada crença, como é praticado hoje em dia pelas grandes igrejas .
As igrejas geralmente reconhecem que, "em emergência", caso não existir um sacerdote a disposição, qualquer cristão pode baptizar: "Eu te baptizo em nome do Pai, do Filho (Jesus Cristo), e do Espírito Santo. Amém".

Pergunta:
Se ainda não o fiz, posso entregar a minha vida nas mãos de Deus?

Atrás: Índice de todas os capítulos.

 

O silêncio no deserto.

No início dos seus trabalhos como Cristo* e/ou Messias (hebraico: "O Untado com bálsamo") estava sozinho. O baptismo e os 40 dias no deserto - Marcos 1,12-13 – com as tentações foram neste período. Depois houve a convocação dos discípulos.

O deserto representa externamente e interiormente um retiro que permitiu torná-lo mais consciente e mais forte para se ligar com o Deus Omnipotente. Esta preparação para tudo o que se seguiu é indispensável para todas as vias da religião, o que significa uma conexão mais forte com a origem divina, mesmo que isso não seja o percurso completo. Também Jesus passou por esta fase de experiência que é mais do que os possíveis tempos diários de contemplação.

As igrejas, mesmo aquelas que falam sobre "Retiro interior", muitas vezes utilizadas incorrectamente em contradição às demonstrações de paz no mundo exterior, não se dão ao trabalho de mostrar as pessoas um caminho practicável para a "Paz Interior", etc. Nos serviços religiosos de mais de 30 diferentes igrejas não foi encontrado o elemento Silêncio, o olhar para si próprio interiormente, a espera silenciosa após as orações, o aguardar por respostas. Os cânticos, o sermão, orações, canções – tudo quase sem pausa, se possível já a colectar dinheiro como uma distração – é quase uma cópia da paz héctica da nossa sociedade moderna, onde as pessoas se distraem do seu Interior inexplorado de maneira consciente ou inconsciente. Apenas nos tempos mais recentes, confrontadas com a busca de muitas pessoas em relação a qualquer tipo de experiência, é que foram feitos alguns avanços, por exemplo: em alguns fins-de-semana foram realizados seminários para pessoas especialmente interessadas ou se indicam possibilidades nos círculos bíblicos ou em casa, em resposta as respectivas questões. Porém, a instrução directa muitas vezes está ausente. Alguns reconhecem que a grande proximidade com Deus requer também uma "Câmara Silenciosa" e outros, cujos valores sociais como habilidade de autocrítica, tolerância e pacifismo, pretendem o efectivo desligamento temporal de todas actividades exteriores. Naturalmente não seria satisfatório se isto for efectuado ocasionalmente em um serviço religioso, porém poderia ser estimulante reconhecer isto frequentemente como uma necessidade suprimida.

O místico Jakob Lorber escreveu sobre um conselho a Cristo aos homens sobre o "Breve Caminho para o Renascimento", o que hoje, para evitar mal-entendidos, é denominado como "Novo Nascimento", como descrito no artigo anterior. Ver também "Vom inneren Wort, Stimme der Stille" (A palavra interna, voz do silêncio) da editora Lorber:
A práctica é esta: Caso alguém deseje ser renascido em Cristo, este deverá reconhecer seus pecados -  ou seja: tudo que o separa de Deus. Isto é diferente do que se deixar convencer. Assim ele deverá se arrepender sinceramente dentro do seu íntimo e exterior e pretender seriamente efectuar uma mudança de direcção. Além disso ele deveria romper completamente com o mundo (no sentido de seus envolvimentos egoístas, não a vida activa dentro do mesmo), "e se dar a Mim e ter uma grande ânsia de Mim, e, nesta ânsia, deveria se retirar para si do mundo e dos negócios e não ler nem orar durante no mínimo sete quartos de hora, com portas e janelas fechadas, e sim permanecer este tempo em absoluta paz, apenas a ocupar seu íntimo Comigo". Após uma saudação convidativa apropriada "entrai em meditação e crescei a ânsia e amor para Comigo! Assim vós ireis treinar apenas um curto período, assim vos digo, vós ireis logo ver relâmpagos e ouvir trovões, porém não assustai-vos e também não tenham medo! Pois Eu chegarei para todos primeiro como Juiz em tempestade, relâmpagos e trovões e logo depois em suaves dores como meigo Pai sagrado!... Vede, este é o caminho mais curto e efectivo para o puro renascimento, apenas no qual a vida eterna pode ser ganhada. Qualquer outro caminho levaria mais tempo e é inseguro, pois lá existem muitos caminhos errados e traiçoeiros,... quem não estiver "blindado" e ‚plenamente armado", dificilmente chegará a seu destino."
É possível oferecer uma limpeza e uma iluminação através de seu espírito.

Adeptos do ioga, por exemplo, sabem que as pessoas dizem "não ter tempo". Em tais casos, os mesmos cuidam de reduzir suas instruções apropriadamente de algumas horas até meia hora e finalmente 11 minutos, ou seja: que ninguém possa mais dizer que não tem tempo para isso. Mesmo o menor período de tempo, quando outros pensamentos, sentimentos e sensações não são suprimidos porém apenas observados, sem entrar neles propriamente, tem seu efeito, particularmente se os mesmos estão ligados a algum alinhamento com Deus. Porém o mesmo não substitui um longo período de silêncio. Na Igreja da Páscoa (neste caso na montanha de Athos, na Grécia) a ajuda de concentração utilizada e o "Kyrie (em grego: Aspiração) eleison (em grego: Expiração), ou seja: "Senhor tende piedade de mim", ver por exemplo Kreichauf: Como peregrino na montanha Athos.

Um grande desafio é também, por exemplo, ficar em silêncio mesmo além dos ciclos de meditação, ao fazer as refeições com os outros durante uma sessão extrema (aprox. 6 dias) de Zen-Sesshin – uma meditação Zen-sentada, que actualmente foi também adoptada por mosteiros cristãos. Após regularmente aprox. Três dias algumas pessoas inexperientes quase não conseguem mais resistir a isto. Lá pelo quarto dia (comparável com o efeito do jejum) podem respirar a entender o benefício que palavras só podem descrever de forma inadequada.

Silêncio cria franqueza. Uma relação com Deus também protege essa sinceridade. Após uma meditação é útil acostumar a mente às circunstâncias por vir, se sugerir ser menos aberto.

Entretanto seria importante trazer algo do silêncio para o mundo, para sempre aprender a manter uma determinada clareza de consciência. Isto significaria, em primeiro lugar, para os indivíduos, em intervalos sentidos individualmente, e/ou após experiências complicadas, ou tão logo que possível após as mesmas, arranjar alguns momentos para colectar os pensamentos. Os conteúdos do que aconteceu antes são melhores de receber no silêncio concentrado da mente, ao invés de simplesmente escapar deles. Porém isto não significa continuar a pensar e sim simplesmente observar o que aconteceu, inclusive o que aconteceu na mente e como se sente isso (e anotar as coisas que não se esclarecerem tão rapidamente e o que deveria ser investigado depois mais cuidadosamente); alguém pode também relaxar as partes do corpo, uma depois da outra, porém mantendo a consciência como um todo e não exagerar dentro de sentimentos especiais. Se o descanso mental foi bem feito, o corpo relaxará automaticamente.

Para encontros, trabalhos, congressos e outras mais, o mesmo aspecto significaria não alinhar temas insípidos de forma cansativa e sim no mínimo devem ser inseridas pequenas pausas (que não deveriam ser utilizadas apenas para conversas e similares e sim, em primeira linha para analisar o acontecido, caso possível e apropriado, para se poder concentrar conscientemente em um novo assunto. Muitas similaridades podem ser achadas entre "nutrição" e entradas mentais e psíquicas. Existem muitas associações entre os pontos de vista científicos relativos a nutrição e "nutrição" espiritual e psíquica.

O processo, que pode ser chamado de "chegar à paz através do acontecido", e reunir forças para o presente e futuro, não é um afastamento silencioso dos problemas. O mesmo cria um novo ponto de partida, apenas a partir do qual o um processamento de tudo se torna fértil. Mesmo em oportunidades externas não se perde tempo através da práctica e sim é poupado tempo pois tudo irá se tornar mais fácil e melhor do que sem isso. Mesmo muitas pessoas com espiritualidade não notam quase o que se perde sem esta paz interna.

Esta experiência espiritual mais simples, o silêncio, já contém segredos da mais alta espiritualidade em si. Esta altitudes pressupõem porém um caminho para Cristo. Cristo salientou primeiro a simplicidade do ser humano a se abrir primeiro, seu caminho leva então a horizontes maiores e assim mais complicados e nesta complexidade ilumina-se então novamente a simplicidade básica.

Por exemplo, um progresso interior elaborado ou ganho pode ancorar-se por si próprio mais profundamente no silêncio concentrado, no sentido de uma capacidade, que não pode "ser comido por traças", ver por exemplo Mateus 4; Tal habilidade particular pode ser integrada automaticamente no mosaico das outras habilidades adquiridas do Ser. O silêncio pode alcançar um ponto, onde a "Vida" da integralidade de tudo em nós, pode se tornar mais similar ao divino arquétipo, se torna perceptível. Isto é quase como se vivessemos um "Nascido novamente de Deus" dentro de nós. Teríamos um pouco desta possibilidade quando com um sossego consciente da cabeça livre (talvez ligado a algum reconhecimento) e também quando a força do coração se torna perceptível e os pés estão relaxados. Então algo "passa", mesmo que se trate do menor aspecto parcial da vida. De outra maneira, nada "passa", as coisas essenciais permanecem sem processamento. Isto pode causar problemas, não apenas em sonhos – que só podem ser incorporadas de forma apenas limitada, mas também problemas de saúde ou outros tipos.

* Cristo é, na realidade, um título. No princípio do Cristianismo eram comuns diferentes formas de grafia de "Cristo", que também apresentavam diferentes variantes de significado. A mais conhecida era a grega "Christos", que corresponde a denominação hebraica "Messias" = "O Ungido". Porém existia também a palavra grega "Chrestos" = o Bondoso, o Santo, e mais raramente, "Chrystos", do grego "chrysos" = dourado (brilhante).

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As tentações e a convocação dos discípulos.

Também Jesus precisou aprender nas suas características humanas e dedicar-se cada vez mais a Deus. Após 40 dias jejuando no deserto, surgiu o "causador de tentações"*, ver por exemplo: Mateus 4, 1-11

Mesmo em pequena dimensão da "vida normal" surgem forças negativas que, como todas as forças) também podem ser interpretadas como entidades reais, nos caminhos internos e na vida. Primeiro que tudo, são as tendências retardadas e isoladas no ser humano propriamente dito (quando activas sem um coração integrante e assim sem Deus); estes pensamentos isolados e depois que estiver isolado será também relacionado com o desejo de "comer o fruto da árvore do conhecimento" .

Por um lado são qualidades endurecedoras, ligando a si próprio a "pressão inerente em situações" materiais. Porque a mesma está profundamente ancorada no subconsciente, a mesma se torna uma carga negativa. Porém é possível aplicar algo contra isto e reconhecer sua natureza. Mas só serão sobrepujadas em último lugar. Uma habilidade de renunciar e habilidade de ter ao invés de "ter que ter" e tratando isto de forma ética e criativa é um treinamento para sobrepujar estas forças.

Por outro lado, os desejos reversos levam a escapar de problemas físicos e a "vôos" indiferentes e irônicos dentro de áreas espirituais. Muitas vezes não é visto que isto mostra apenas o outro lado da mesma medalha "negativa", de acordo com o princípio do pêndulo batendo em ambas direcções. Esta segunda área já está mais aberta hoje em dia, por isso é mais fácil de limpar. Um meio para esta mudança é a compaixão, dando amor de forma livre.

Uma outra qualidade pode ser encontrada em conexão com ambas seria a ambição de poder. Mudando esta ilusão, requer coragem de confiança absoluta e tolerância baseada nela e na solidariedade livre no contacto com os outros.

Geralmente nestes campos uma forte (e apesar disso) solidariedade altruística da individualidade das pessoas em questão está ausente, o que poderia preencher estes campos ao invés de tendências que levam para o campo negativo.

Em Mateus, 4 Jesus foi exposto a estes três impulsos distrativos, aqui chamados de "Satanás" ou "Diabo". ele não se refere apenas ao oposto respectivo e sim almeja algo maior, que está além do vai-e-vem das diferentes tendências negativas. O que ele fez está baseado na "Palavra de Deus", no Deus, o Senhor", e servindo e adorando a ele exclusivamente. Cristo está fora da dualidade da escuridão e luz (aparente), e sobrepujou isto através do terceiro (sobreordenado) caminho, como também pode ser visto em muitos outros acontecimentos.

Comentário breve: Muitas vezes se pode ler incorrectamente que o Zoroastrismo e o Cristianismo e/ou as "Religiões do Médio Oriente" são dualistas. Isto não é plenamente correcto com respeito a suas origens (ver a página "Zaratustra", 4° parte).

R. Steiner descreve as duas forças negativas principais como dois princípios separados como elas podem ser experimentadas no mundo de visões espirituais. Como mencionado, pode-se considerar os dois efeitos, porém fora deste tipo de experiência não se justifica completamente, pois os antroposofistas afirmam que estas idéias dos cristão de apenas um ser negativo, que contém ambos lados, não é justificada completamente. Estas tendências ocorrem também geralmente tão misturadas que as tendências "anti-divinas" podem ser tratadas como um todo, pois o contrário não precisa ser encarado como diversos deuses e sim o Deus de Cristo com tudo que acontece em Seu nome.

Existem também outras tendências espirituais, que realmente "fecham um olho" e vêem tudo de tendência espiritual como divino.

Os modernos teólogos evangélicos, como muitas outras tendências espirituais, fecham ambos olhos e esclarecem idéias de seres negativos, com a razão "os mesmos emergem em poucos pontos da Bíblia". O que eles não vêem é que isto não são considerações e sim experiências sólidas que não apenas aconteceram na Idade Média.
Alguns pequenos grupos cristãos admitiam com base no termo "Príncipe do Mundo" – por ex., João 14:30 – que a Ele "pertenceria" este Mundo indefinidamente, e os Homens poderiam apenas escapar-lhe; apesar de, na verdade, o NT apenas designar o seu papel sedutor e possessivo. João 12:31: "Agora é o Juízo deste Mundo; Agora será expulso o Príncipe deste Mundo".

Sem receios e outros sentimentos negativos, as forças negativas não têm nenhum poder directo; neste sentido isto também pode ser um mecanismo de protecção, ou seja: também contra os eclesiásticos amedrontadores. Hoje em dia a percepção espiritual pode mostrar o presumível "crescimento" de circuitos negativos representam potenciais ocultos que estão aqui desde há longo tempo e estavam ocultos. As reais habilidades positivas, por outro lado, pode continuar a crescer, porém crescem em direcção do arquétipo que também já está presente.

Entretanto tais "feridas" apresentam ao mesmo tempo pontos de ressonância para forças externas similares. Pistas disso podem ser encontradas, por exemplo (simplificando um pouco) em uma práctica de lado único ocidental, principalmente nas formas antigas sem protecção social, e com o Egoísmo e o dinheiro como valor principal, na unilateralidade do nacionalismo e fascismo – especialmente onde existir arrogância e indiferença para com o resto do mundo -, bem como nas actividades "religiosas" destructivas como nos extremos do estalinismo, - na sua brutal mania de uniformização. Isto porém não é uma condenação de tudo e todos em tais sociedades.

Jesus não ensinou muito a directa "Oposição ao mal", ele porém afirmava não existir a necessidade do mal como uma espécie de "Equilíbrio" (como muitas escolas ocidentais pregam e também nenhuma necessidade disso para reconhecer o Bem divino em contraste ao mal. Nem mesmo um (as vezes necessário) processamento directo do "Negativo" é necessário para todos. Pelo menos para alguns um caminho pode funcionar, como é recomendado em geral pela "Ciência Cristã" de Mary Baker-Eddy. Isto porém não prova que não existem forças relutantes e sim que as mesmas podem ser modificadas indirectamente dessa maneira. Com Cristo isto não é nenhuma maldição eterna, todas as forças destructivas são modificáveis no final, até no tempo do último capítulo do Apocalipse de João, onde se promete que as trevas não existirão mais (ver o respectivo capítulo).

Após este tempo no deserto, Jesus convocou os discípulos – João 1, Mateus 4, 18 - 22, Mateus 10. 

* Na teologia, também na história das tentações é tido tradicionalmente em atenção o contexto simbólico e a história da humanidade: o deserto, com os animais selvagens e perigosos, em contraposição com o mundo paradisíaco e tradicional de Adão; e com isso o estado que deve ser superado como o "novo Adão" através de Jesus. Na 1ª tentação, transformar pedras em pão, trata-se de saber se é movido pelas tentações materiais ou conduzido por Deus. (Apesar de mais tarde alimentar e despertar muitas pessoas, não vemos mais tentações neste sentido). Na 2ª tentação, saltar do pináculo do templo, trata-se de ultrapassar a presunção face ao peso da vida humana. Jesus desviou-se de tudo o que lhe foi imposto (até ser libertado na ressurreição). A 3ª tentação diz respeito ao poder dos reinos terrestres existentes ou do "Reino dos Céus" concedido por Deus. (Contudo, mais tarde o "Reino da Paz" terrestre profetizado também poderia trazer a transformação da vontade de poder terrena através de Deus).

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As Bodas de Canaã.

Aqui - João 2, 1-12 – encontramos, primeiro que tudo, um exemplo que ilustra como problemas muitas vezes não são causados por traduções incorrectas ou por instruções papais antigas sobre "correções" dos Evangelhos e sim por interpretações unilaterais emocionais e patriarcais. Mais tarde foi avaliado como depreciativo o facto que Jesus disse a Maria: "Mulher, que tenho eu a haver contigo?". Quem se colocar dentro do texto e também pode ver que Jesus tudo fez que Maria desejava, pode logo verificar que a frase tem mais um carácter de admiração que não poderia ser expresso mais claramente: "Mulher, quantas coisas tenho que fazer contigo!" Partindo do grego, podemos concluir que a expressão original do simples idioma aramaico queria dizer na verdade: "Mulher, Eu contigo" embora o sentido preciso foi muitas vezes não reconhecido sem a empatia dentro do contexto, já no tempo de Jesus.

Daqui até a Crucificação é mostrada uma ligação criativa temporária entre Jesus e Maria. A mesma exerce uma capacidade inspiradora, e vive a maioria das estações de sua vida e sofre assim também uma transformação espiritual.

Se o termo "Noive de Cristo" para as madres e irmãs de uma ordem agora é tomado apenas no aspecto formal, antes indicava um tipo de experiência real.

A "Forma" de Cristo nos homens como já citado no capítulo sobre o batismo no Jordão, se funde agora no aspecto masculino da alma (Animus). Se fala sobre um "casamento interior" com nossa parte da alma "feminina" sob circunstâncias divinas. Também se pode ter efeito até na vitalidade e no corpo, sob o aspecto de uma transformação de carácter alquimístico. A imagem de Maria pode tocar o aspecto feminino da alma (Anima**) na mesma maneira.

Para os homens existia então também um caminho através de Maria e/ou Maria e Maria Magdalena*. Porém pode haver também para ambos os sexos um caminho através de Jesus ou através de Maria, porque da alma até os hormônios não existe ninguém que esteja completamente ligado as amostras de reacção do seu próprio sexo ou que tenha que permanecer ligado ao mesmo. Existem porém pessoas que acham um melhor acesso para ou outro cominho. Porém no final, a totalidade interior irá se anunciar. Na igreja católica existia uma prática (hoje quase esquecida) da adoração do Coração de Jesus e do "Coração Imaculado de Maria". Este desenvolvimento interior não pergunta se, por exemplo, se o escritor deste capítulo é católico ou não, também exteriormente se se escuta pouco sobre Maria, porém por isso não recebe os preconceitos que muitas pessoas recebem ao practicar o culto de Maria.
*Update English

Apenas aqueles que percorrem tal via de mutação, pode se desenvolver "sozinho" sem supressões. Porém também para ele/ela, a via não precisa ser percorrida sozinha; Iniciando de uma grande liberdade interior, seria absolutamente possível um relacionamento com o sexo oposto.

Neste contexto também as partes da alma recebidas do pai e mãe são integradas na personalidade da pessoa.

Elementos de profunda psicologia também podem ser empregados em uma relação de experiências religiosas. Os livros de Eugen Drewermann também são parte de uma versão destas tentativas. Experiências básicas religiosas podem mostrar-se em um nível separado, mais precisamente consideradas, de como elas actuam nos processos psicológicos profundos. Existem hoje tendências que consideram, buscas religiosas como "impulso holístico vital total dentro dos sentidos humanos, ver Hubertus Mynarek: "Possibilidade ou limites da liberdade", 1977. Aqui foi necessário diferenciar entre um impulso espiritual sem forma geral e um impulso religioso de "Re-ligio" (latim: Re-conexão), conectando alguém de volta ou uma nova conexão com a origem divina, o "Pai", o que para os cristãos practicantes é possível através da conexão com Cristo.

Deus, como o maior segredo do mundo, pode seguramente pesquisado menos pelas limitações de algumas ciências, um tipo de experiência ou um único fenômeno, que revelam apenas alguns dos aspectos, e sim através da tentativa de aceitar vários princípios e ver isto como um todo. Até agora isso só aconteceu de forma muito limitada. Se os cristãos na sua via usarem o processo alquimístico já descrito e com isso também o uso dos hemisférios cerebrais esquerdo e direito (onde hoje em dia se pesquisa bastante sobre isso), as "batalhas" entre os teólogos logo seriam encerradas. O resultado poderia ser o "Reconhecimento de amor criativo". Também seria possível a especialização em aspectos individuais, porém alguém poderia reconhecer isso e não reclamar mais validade exclusiva. A complementação das pessoas entre si se tornaria uma realidade.

Quem puder compreender o sentido do princípio universal de Jesus "Ama teu próximo como a Ti mesmo", também poderia alcançar e até ultrapassar isto sozinho com o passar do tempo. Quem se empenha em um amor para si próprio e para o próximo simultaneamente, irá entretanto notar que exactamente isto deverá ser aprendido em primeiro lugar. O "Se Completar" interior pode, por seu lado, facilitar este amor.
A pergunta sobre os "Milagres" que poderia surgir em conexão com as bodas de Canaã, será comentada em um capítulo especial.  Em relação aos aspectos divinos de Maria Sofia,  ver depois no capítulo "O primeiro Pentecostes".

A partir da teologia tradicional, este acontecimento foi projetado como substituição do culto grego a Dioniso ou como laço simbólico do encontro de Israel com Deus ("ao 3.º dia...", 2.Moisés 19:16), bem como antecipação à Semana Santa, na qual o vinho assume um significado mais profundo.

* Enquanto Maria, mãe de Jesus era vista como a Mãe espiritual, pelos que queriam que ela os guiasse, Maria Madalena era, para os que a veneravam, uma ligação ao amor terreno.
Maria Madalena era uma mulher que seguia a Jesus. Muitos pensam que era uma prostituta que mudou a vida através de Jesus. Jesus disse: "Ela amou muito". Isto não significa sexo, mas sim a facilidade de amar os seres humanos (amplamente), pelos quais sentia simpatia e para os quais era bondosa. Ela amava Jesus. Venerava-O enquanto Homem e admirava-O enquanto líder espiritual (/religioso). Segundo a literatura mística (Jakob Lorber) ela purificou cada vez mais os seus sentimentos por Jesus, no sentido de um amor espiritual. Assim, o amor era o seu caminho para melhor compreender Jesus e Deus. 
(Possivelmente como Clara, a mulher que amou o monge Francisco de Assis/ São Francisco, por volta do ano 1100, que no princípio a rejeitou e depois a aceitou, pois o seu amor era um amor espiritual e puro). (Existe um interessante filme sobre este caso em Alemão e Inglês.)
Existe uma crença que diz respeito a Maria Madalena e à lenda do "Santo Graal", segundo a qual José de Arimateia, Maria Madalena, e outros seguidores de Jesus, levaram o Graal (o cálice original no qual foi recolhido o sangue de Jesus), para o Sul de França ou para Inglaterra. Alguns milagres estão relacionados com este Graal. (O Graal é também um símbolo do amor de divino).
Existem ainda recentes especulações sobre Maria Madalena, como por exemplo, de que teve um filho com Jesus, que seria o ponto de partida de uma antiga dinastia de reis europeus (os Merowinger). Ninguém pode comprovar essas especulações aparecidas em livros modernos e sensacionalistas.

**) Os mencionados termos "anima e animus" não são uma questão de fé. Muitas pessoas, cristãs ou não, podem comprovar a experiência que nos homens e mulheres existe na sua psique uma parte "masculina" e outra "feminina", respectivamente, originária do pai e da mãe, no ambiente onde cresceram; e que podem aprender a integrá-la na sua personalidade. O conceito de "animus e anima" pode não ter uma correspondência directa com a realidade, mas é uma tentativa dos psicanalistas para a tentar compreender a partir das suas profundas origens.

Pergunta:
Deus pode ajudar-me a melhorar o meu relacionamento com pessoas do sexo oposto?

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(Pontos de vista cristão sobre a sexualidade, Simpatia, Compreensão e Amor).

O desenvolvimento de Comunicados da igreja relativos a sexualidade como também as posições contrárias dentro e fora da igreja causam a impressão que as pessoas tem bastante dificuldade neste sector, como se devem comportar de maneira "apropriada" ou mesmo "cristã". Proibições morais exteriores perderam desde os anos sessenta uma grande parte do seu efeito; as igrejas também não foram capazes de buscar suas tradições dentro do seu núcleo ético presente, que pudesse ser empregado então na sociedade actual. A "Revolução Sexual" iniciada como um reacção contra a sexualidade oprimida levou para o outro extremo em uma nova ideologia com obrigações sexuais de rendimento – desperdício de energia vital – e não-observação de relacionamentos espiritual: rupturas contínuas até invalidez. Por isso restou também na década de 80 muitas vezes apenas resignação; e aqui também quase não era possível achar um motivo básico com sentido para um maior desenvolvimento social além destes extremos. Isto poderia ser por causa do "Pensar proprietário" no ponto de vista desta passagem. Deste círculos de pessoas com os séculos se pode concluir que: ambos, responsabilidade e liberdade, também em relação a relacionamentos de todos tipos entre homens e mulheres não pode ser realizado sem inícios para continuar o desenvolvimento das pessoas (nem mesmo pode ser ligado entre si de forma harmónica. Algumas parcerias, por exemplo, onde aparentemente ou realmente se conseguiu isto, mostram porém que também é possível localizar tais inícios.

Cristo porém fala com as pessoas no seu núcleo e sobre a possibilidade de se tornar completo e integral, o que é um pré-requisito para a liberdade verdadeira. Ele não fala sobre a separação das pessoas dos sectores das pessoas que já estão fortemente ameaçados de separar, porém não fala de nenhuma experiência estática de tudo e sim de uma nova integração ao redor da "Sabedoria do coração".

O mesmo porém não é um representante de "Pressões inerentes da situação" das formas exteriores e seus exageros ou mesmo abusos dos termos Responsabilidade, Fidelidade e Sinceridade para paliação de Inveja, ciúme e cobiça; para Ele é uma questão do espírito que se trata. Também no casamento nem tudo é automaticamente o melhor que seja exteriormente considerado desfavorável.

Para amar a Deus e os próximos como a si próprio, significa amar a si, isto suprimiu, com Cristo, a lógica de proibição do Antigo Testamento, descreve por primeiro uma atitude universal que passa por todos estes três campos e combina-os todos. Neste contexto o amor ao próximo é algo além do cuidado instintivo para com os parentes, etc. Embora, de uma forma livre, isto possa também incluir os parentes. Em razão deste papel de ser humano amando o próximo, onde isto fizer sentido, também o amor a si próprio não é egoística porém no final o amor a si próprio é como uma ferramenta, servindo aos outros e Deus.

A maior forma do Amor é a incondicional. Ver até o amor para com o "Inimigo", Mateus 5, 43-48 – o que não exclui ser sábio.

Neste contexto pode ser visível que por exemplo, muitas teses que podem ser vistas, igualam a sexualidade e o amor, ou tentam igualar amor a si próprio com auto-satisfação e fantasias, estão a mundos de distância desta norma de Cristo. O que representa mesmo um isolamento interior das forças individuais e imagens entre estas pessoas e os outros reais, é uma das múltiplas imperfeições do homem, do qual se pode aprender algo, porém nunca poderá ser a meta.

Para os europeus contemporâneos algo da transformação da sexualidade pode ser vivida especialmente quando duas pessoas se encontram espiritual e psicologicamente durante um empreendimento, então aprendem a controlar radiações de antipatia e simpatia. Não primariamente deve ser citado, porém citado também, quando se buscam contactos, devem ser observados também os contactos para fora . Apenas depois se chega ao nível corporal; o mesmo não se aplica necessariamente de maneira automática a todas amizades ou cada contacto. As forças do coração podem então puxar energias sexuais e as mesmas não precisam desaparecer de maneira explosiva, como hoje é normal em razão do condicionamento cultural. Uma disposição básica de amor está incluída nisto.

Muitas tradições espirituais ensinam que ao invés de supressão e vida agitada, é melhor uma transformação da sexualidade, que pode também ser mais que a "Sublimação" de Freud. 
Comparar para isso Tao Yoga, e Tao Yoga do Amor (Mantak Chia, entre outros) bem como Variantes hinduístas e budistas do Tantra do Amor (Yogi Bhajan, Bhagwan Sri Rayneesh, entre outros). Hoje é "Karezza" = italiano. "Carícias amorosas" e "Amor sem sexo de G. Brown", bem como uma busca das formas femininas da sexualidade e outras mais que foram adicionadas bem como algumas composições no sector antroposófico. 
As direcções antigas orientais tinham a falha de (parcialmente) se lançarem logo aqui directo na sexualidade, invés de deixar pessoas completas se encontrar todo o tempo – o que a técnica actual poderia suprimir ou invés de, como hoje seria no mínimo normal, começar por cima" ou seja: primeiro se conhecer espiritual e psicologicamente. De modo afirmativo o ponto de vista das direcções orientais permanece no sentido que uma união voltada não para orgasmos masculinos ou femininos neste campo pode ser lentamente colocado em harmonia com o ser completo. Existem também no campo cristão inícios nesta direcção que hoje em dia estão desaparecidos e por isso devem ser processados novamente, assim muitas heranças mostram conhecimentos sobre isso como ou cantores e trovadores.

Já que na sexualidade podem ser feitos envolvimentos subconscientes, a mesma é considerada como uma modificação de diversas religiões em uma parceria, onde ser pode conviver mutuamente na sequência. Quem quiser manter esta experiência no sentido estrito do casamento, pode conseguir isto se, no caso de uma amizade anterior, ambos esclarecerem a tempo de maneira consciente o que eles desejam e o que não, para se apoiarem assim mutuamente. 

Jesus tornou válido esta princípio antigo até a caracterização negativa de um olhar cobiçador sobre, por exemplo, a parceira de um outro, porém isto não poderá excluir uma fonte mais alta de um encontro imediato entusiástico de duas pessoas estranhas – que participa muito mais vezes que o esperado e mesmo não é sempre compreendido correctamente pelas pessoas em questão: "Quando dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, Estarei presente entre eles" (ou em um tradução mais correcta "Neles"). Isto não requer nenhuma reunião eclesiástica, nenhum preparativo especial e sim pode acontecer em qualquer lugar onde o "Espírito de Cristo" conectar duas pessoas para algum possível propósito. Isto também é verdade onde se trate de um homem e uma mulher, e também onde eles se acham simpáticos entre si e para manter neste caso a consciência clara que é o ponto de partida, pode ser difícil, mas é necessário para o mundo. Nenhum deles é uma questão de simpatia nem de sexo, e sim os pessoas em questão devem decidir honestamente o que eles querem desta situação.

Já a vida terrena de Jesus o classificou como pessoa não-convencional. Se podia verificar que as convenções seriam necessárias no máximo até que ele "não esteja sob as mesmas".

Um pré-requisito para encontros adequados entre pessoas, que podem ser melhoradas por si próprio, é estudando a sua própria individualidade inclusive a "Aura" e/ou irradiação. Mesmo como casal, as pessoas continuam a ser indivíduos; uma dissolução absoluta dos dois em forma de um casal não é tentado de maneira nenhuma por Cristo. 

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O „Fervor Sagrado" (e pontos de vista relativos a emoções). *

Em João 2, 13-25 é citada a "limpeza do templo" após as bodas de Canaã. Jesus expulsou os mercadores e vendedores do tempo de maneira violenta em grande fervor. O mesmo queria dar um sinal claro contra a hipocrisia do mundo, que designava o tempo como a Casa de Deus e não tinham nada mais em mente do que tratar do comércio no mesmo. Especialmente os estados são de tal maneira que mesmo por parte de detentores de cargos oficiais ou espirituais não se pode esperar nada, ele mesmo, como único que se sentia ainda responsável "na casa de Seu Pai", com suas próprias mãos e iniciou uma acção social sem ferir pessoas. "Obedecer a Deus mais que às pessoas" não é de maneira alguma uma posição de submissão. Mesmo onde ele diz: Dai ao Imperador o que é do Imperador"(e a Deus o que é de Deus) não pode ser classificado como uma posição de submissão, como foi interpretado muitas vezes e sim para poupar os discípulos de vias de atrito com os poderes sociais irrelevantes para eles. Religião e Política têm suas próprias leis. Para servir seus próximos e "desejar o melhor para o estado" também não se classifica como submissão.

Neste contexto a questão poderia como tratar as emoções ao se conviver com as pessoas. Pois nem todos tem as suas emoções a nível tão alto quanto Jesus, que viveu continuamente na "visão positiva de Deus" e cujo zelo era baseado unicamente am boas intenções conscientes. Nas pessoas normais quase todas emoções estão misturadas pelo menos com mecanismos de estimulação/resposta que variam biograficamente e são diferentes na sua intensidade, porém são bastante similares na sua estrutura básica. É um processo de aprendizado lento o olhar para olhar para si próprio sem se satisfazer com interpretações de outros e sempre buscando mais tais mecanismos nas próprias reacções e olhando para os mesmos e depois finalmente dominar as mesmas e/ou entregar isto a Deus.

Embora aqui isto esteja relacionado com a psique, a análise comum psicológica e/ou processos de terapia não são muito apropriados para pessoas em busca de Deus e da verdade.
Onde ainda alguns destes modelos de interpretação de lado único continuarem no funda do pensamento de alguém, que reduzem os problemas psíquicos de sexualidade e cunho da tenra infância, e onde por "razões" de fraqueza são mudados para "Justificações", invés de realçar a capacidade de desenvolvimento das pessoas como faz Erich Fromm, a Psicologia poderá ser até um atrapalho no caminho mental/espiritual.

Onde a psicologia (também chamada "Ciência da Alma" estimula o olhar dentro do processo psicológico e onde a alma (o que é raro) seja vista como algo mais que uma função electro-química do cérebro, o estudo disso poderia ser uma ponte de ajuda valiosa. Essa ciência seria melhor desenvolvida se os conhecimentos e/ou afirmativas de escolas de psicologia alternativas fossem aceitos como material para pesquisa própria. Não é muito útil trabalhar em complexos de problemas completos imediatamente de forma costumeira. Seria mais eficiente primeiro localizar os componentes individuais de um tal complexo e com isso diferenciar conscientemente também se se trata de uma "Tora de lenha nos próprios olhos" ou de um "argueiro nos olhos dos outros", e quem é assim responsável. Muitas escolas cristãs salientariam a primeiro de maneira enfática, porque é mais difícil (e primeiro precisa ser aprendido) e porque alguém pode corrigir principalmente seus próprios erros; a confissão cristã (neste sentido) além do aspecto religioso, tem também um efeito terapêutico. Na práctica psicológica foi mais preferido o outro ponto-de-vista como víctima. No final se nota que apesar disso ambos olham entre si, por exemplo os ensinamentos espirituais orientais salientam em combinação com ambos na vida como fonte do "Karma" / destino.

Onde a eliminação de efeitos colaterais de difíceis rotinas de vida, um dos métodos recomendados por R. Steiner poderia ajudar hoje em dia: uma retrospectiva diária iniciada sobre o que aconteceu da noite, retornando até a manhã. Depois disso é muito mais fácil retornar ao presente novamente.

Também é possível produzir um "espelho da alma", uma tabela com suas próprias qualidades negativas que devem ser melhoradas e ler as mesmas com frequência, uma práctica já bem comprovado no sector místico.

Progressos no campo psicológico têm o efeito de que a conversação entre diversas pessoas também pode melhorar. OS muitos preconceitos e avaliações apressadas são reduzidos na proporção que a pessoa se torna mais transparente para si próprio e se libera de sua "carga". A importância que Jesus deu a atitude "Não-Julgar" e a importância ao "que sai da boca" não é uma exigência moral irrealizável e sim um desafio a iniciar este processo de aprendizado. Este ("não julgar") muitas vezes tem como condição prévia, ao invés de discutir, primeiro ir para o Silêncio e então conversar entre si. Ver também o capítulo "O Silêncio no Deserto".

Neste contexto existem caminhos de aprendizado espiritual europeus que pode nos centros conhecidos da Ioga como centros de nervos ou de consciência "Chakras" podem ter outros nomes (Antroposofia, Vida Universal, etc.). Estes esforços não são automaticamente "não-cristãos" como se pode presumir pelo lado da Igreja e sim estes centros no homem já eram conhecidos pelos teólogos cristãos da Idade Média (J. G. Gichtel), e são detectáveis em todas as estruturas energéticas de cada pessoa; da mesma forma o conhecimentos os pontos de acupuntura conhecidos da China não são classificados automaticamente como "taoístas" – pois os mesmos já podem ser medidos electricamente desde há tempos e actualmente até histologicamente no tecido humano.

Para ampliar o contexto, ver também a página extra "Princípios básicos de valores éticos"(3° parte.)

**) Este "zelo" não deve ser confundido com o "Zelo sem entendimento" (Romanos 10,1-3).

Pergunta:
Deus pode ajudar-me a processar as minhas emoções de forma mais consciente ?

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O Sermão da Montanha (com pontos de vista sobre a compreensão).

Sobre a reversão de valores da antiga (e também da contemporânea) sociedade através do sermão da montanha já existe muita coisa escrita. Ver Mateus 5 - 7,29. Alguns apreciam isto em conexão com as actividades sociais. Outros tentam invalidar uma aplicação aos problemas terrenos pela reprovação do termo "ética de atitudes fundamentais" e preferem a, assim chamada por eles "ética de responsabilidade" com ameaças de castigo do Alto Testamento, militares, etc.. Alguns tentam simplesmente viver de acordo com este sermão. Além dos grupos cristãos o sermão da montanha é apreciado também por outros (por exemplo, Gandi).

Também do ponto de vista da pesquisa do consciente se pode reconhecer que o sermão da montanha é dirigido mais a pessoas cuja consciência pode ser mais que a analítica de compreensão humana, para os quais a vida não precisa necessariamente acabar no sector particular. Os Pobres de espírito" que "sabem que nada sabem (ou sabem pouco" e estão abertos para pensar de modo relativo, que Deus sabe mais que eles e que Ele pode ensinar ainda bastante em todos campos, são "abençoados" e "deles é o Reino dos Céus". Esta atitude pode provar a eles um contínuo e poderoso impulso para frente no desenvolvimento de si próprio, mais que qualquer outra atitude considerada como "inteligente" pelo homem.

"Aqueles que sofrem" não precisam necessariamente apenas sempre carregar seu próprio destino, – e reprocessar assim sua parte no estado do total, ao invés de apenas se afastar de tudo sem considerações com o próximo. Alguns portam também algo pesado, o que afeta uma ampla rede de pessoas com as quais se convive e assim o destino de povos e da humanidade. Ao invés de homens de estado hoje em dia são apenas movimentos básicos, e quem dá a eles a compaixão necessária, quem ora por eles ao invés de apenas para os poderosos, famosos e grandes do ponto de vista financeiro ?

Os "Meigos" são claramente mais aqueles meigos voluntários (ou seja: não simplesmente os medrosos). Eles "herdarão a Terra" e apenas sob seu controlo a Terra poderá ser preservada e se desenvolver.

"Aqueles que têm fome e sede de Justiça": – não inveja e sim uma busca justa de Justiça para si e os outros leva a pessoa "para cima", cedo ou tarde virá uma resposta, mesmo que não seja da maneira esperada. "Os Piedosos"" levam seus irmãos e irmãs e as criaturas claramente para cima de forma voluntária e assim são levados para Deus.

"Os de coração puro" e que assim reconheceram seus "óculos intelectuais" e preconceitos e os puserem de lado, "verão a Deus". Isto é um significado amplo da palavra "Não julgai".

"Os pacíficos", também aqueles que incentivam a paz, no sentido da oração de paz de São Francisco de Assis, também deixam reconhecer os outros, que aqui uma outra força está a actuar, diferente daquelas forças que determinam a vida. Assim "eles serão chamados de filhos (e filhas) de Deus".

"Aqueles que são perseguidos pela razão da Justiça" e "por minha causa", ou seja: em razão da fé em Jesus também serão abençoados. Este foi muitas vezes o estado dos seus sentimentos internos, enquanto o ser exterior sofria. Isto não significa que o sofrimento seria uma meta independente.

Seu papel como "Sal da Terra" e como "Luz da Terra" também deve ser exercido pelos que se sentem chamados. Exactamente neste capítulo Jesus se refere também as "Leis" e profetas do Antigo Testamento. Ele se refere ao que aconteceu antes do seu tempo, faz porém frutificar um novo tipo para uma nova era, onde não mais as leis em si estão na frente e sim suas fontes, e onde cada pessoa pode criar seus princípios de vida novamente.

Quem "Ambicionar o Reino de Deus", a ele tudo mais "caberá". Aqui também é visível que o nível do intelecto não deverá ser destruído e sim aberto, para que também possa ser recebido aquilo que se origina de uma lógica espiritual mais alta. Embora o assunto não seja que a as pressão inerente terrena não seja simplesmente abandonada em benefício de um silêncio em estados espirituais conscientes especiais. Vistas mais altas devem mais ser confrontadas totalmente com a consciência e vida terrenas, até que o mundo esteja mudado. A clareza permanece ou é criado primeiro onde a pessoa, em relação a uma determinada questão dentro da escala de desconhecimento sobre especulação, suposição, teoria, sendo convencido até saber que isso é a base do crescimento. Isto é assim uma diferença, por exemplo, comparada com o esforço para bem-aventurança, como se pode ver em algumas antigas escolas espirituais. 

Este nível de pensamento elevado no Sermão da Montanha (ver também o próximo capítulo) é endereçado (vindo do seu conteúdo) em primeira linha às pessoas que não querem apenas empregar isso para reorganização de sua actividade espiritual própria. O cominho dirige-se em primeira linha para a vida individual, onde alguns podem buscar um parceiro ou "Próximo", como descrito no capítulo "Baptismo" e "Silêncio no deserto". Depois a expansão da consciência inclui o nível das relações masculina/feminina e depois imediatamente os sensores serão esticados na direcção de interacções psicológicas adicionais entre mais pessoas. Isto foi descrito no capítulo "Bodas de Canaã" e "...Amor". Aqui no Sermão da Montanha foi construído no nível espiritual e ético, os quais são abertos agora de novo para metas mentais mais compreensivas, que poderiam formar uma comunidade composta das relações das pessoas. Isto corresponde à relação de sons para intervalos, de intervalos para tríades, de tríades para escalas, para o que parece ser a amostra real para isso – o Todo. 

Na teologia, a ligação às afirmações do Antigo Testamento foi analisada: por ex. Salmo 1 e Jr.17:7s. Segundo 4.Moisés 12:3 em ligação com Mt.11:20, Jesus foi visto como o Novo Moisés. Devido à profecia em Zc.9:9s. "...e o seu domínio se estenderá de mar a mar", o significado mundial do Reino anunciado de Deus foi abordado. É de notar que no seu sermão da Montanha da Lei do Antigo Testamento mudou para algo Novo: "...mas Eu digo-vos...". Isto é, ele não fala como os rabinos das Escrituras, mas com a consciência de ser um Enviado de Deus. Precisamente esta caraterística profética e messiânica era contestada por aqueles que recorriam ao Antigo Testamento.

Sobre isto temos na página em inglês e alemão um resumo do Sermão da Montanha, de São Mateus 5: As beatitudes e o sal da Terra.

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A revelação de Cristo no Monte Tabor (Mateus 17).

Muitas acções de Jesus, desde a conversa com Nicodemos (João 3) via o Sermão da Montanha até a cura do cego de nascença e a alimentação de 5000 na montanha são de contexto exterior simbólico. Esta Transfiguração tem uma relação com o termo oriental para grande iluminação. O espírito humano é iluminado. Porém, isto refere-se aqui a uma conexão mais próxima com Deus e Seu espírito. Deus é entendido aqui não apenas como o princípio absoluto e sim também como ser.

Apenas o "Pensamento Positivo" caso não egoístico e não-megalomaníaco e sem manipulações técnicas pode realmente mudar o pensamento para um estado mais perto do que possa vir de Deus. Isto poderia abrir alguém para Deus. A literatura nesta direcção deixa a desejar em relação a tomar cuidados ao discutir isto e isto pode levar muitas vezes a um auto-engano.

De qualquer maneira ainda não é "Transfiguração". A transfiguração não adiciona simplesmente afirmações positivas para a confusa variedade de "programas" mentais humanos de maneira que no final seja gerado apenas um excesso de programas positivos (um treinamento bem possível de acontecer). E sim a mesma faz uma revelação de tudo que possa ser visto no interior, de origem espiritual, livrando a mente de distorções e de pesos enfáticos. Um arranjamento divino mais elevado será visto no todo. Em relação a este tipo de amadurecimento, é um processo de limpeza psicológica de alto nível, como explicado no capítulo "O Zelo sagrado" . De um nível mais básico de reconhecimento tudo é esclarecido. Reconhecimentos directos não são pensamentos, os mesmos podem surgir com ou sem pensamentos, não podem ser forçados e libertam. O mundo do imaginário não precisa mais ser suprimido aqui, como algumas outras vias tentaram.

O pensamento é liberado de amostras de reacção instintivas e o pensamento analítico e sintético controlável se torna facilmente uma ferramenta da consciência razoável superior. A diferenciação no pensamento continua a avançar – sem ficar insípido ("morno"). Aqui será entendido também, por exemplo, o que exactamente foi colocado sob quais circunstâncias.

Pode-se assumir no próprio Cristo que ele não tinha que eliminar todas as turvações, que separam as pessoas normais deste nível. Porém também para ele existiu sempre uma grande clareza. Depois ele perguntou numa assim chamada oração de alto-sacerdócio pedindo pela clareza que ele tinha com Deus antes da Criação.

Alguns teólogos interpretam a transfiguração de Cristo e a confissão cristã de Pedro com base no dia de reconciliação judaica e/ou da seguinte Festa das Colheitas. (No dia de reconciliação o padre pronunciou uma vez no ano o nome de Deus no santuário do templo). Outros viram uma ligação na subida de Moisés ao monte Sinai (2. Moisés 24:16).

Relativo a isto existe um resumo nas páginas em inglês e alemão de Mateus 17, 1-13; :  A revelação de Jesus.

Pergunta:
Deus pode ajudar-me a restruturar os meus pensamentos de acordo com a razão?

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A questão após os "Milagres".

Jesus não tratou de agir de maneira a satisfazer a curiosidade de muitas pessoas e nem tentou obrigar a crença das pessoas através de acontecimentos exteriores. Sua clareza interior acompanhou-o através de toda sua via, o que ele tinha que fazer de cada vez e não "por causa desta ou daquela circunstância, para alcançar este ou aquele efeito". As curas eram muitas vezes sinais, acções que significavam algo maior e mais fundamental. Durante a cura do cego de nascença no Sabbat Jesus respondeu que a causa não eram pecados e sim que "a acção de Deus estava a revelar-se nele". Ver João 5, 6-9; João 6, João 9, 3 entre outros

Ao mesmo tempo se pode ver aqui um solavanco contra as amostras de pensamento obsoletos e uma ponderação sobre o profundo significado de tais acções como um efeito colateral benéfico. Já que existem pessoas que para isso necessitam da observação, contagem, medição e pesagem exteriores, Jesus reconheceu que no caso de Tomás, representava o "Tipo do cientista natural" dentre os discípulos. Quando ele teve ocasião de testar se realmente era o Jesus Cristo ressuscitado que estava defronte ele, disse Jesus: "Não sejais incrédulo e sim crente" – João 20, 19-29. Isso quer dizer que a nova experiência efectuada por Tomás ao questionar tão sinceramente e honestamente que a raiz de suas dúvidas desapareceria, para "ilumina-lo". Que Jesus depois precisou ainda afirmar algo, não significa que Tomás era um céptico que agora tenha sido "batido" pela realidade exterior e "forçado a crer" possivelmente com receio do castigo, e sim que Tomás, após isso manteve depois a sua habilidade de alcançar novas convicções ou não. Apesar disso ele teve que aprender que existem ainda outras possibilidades de se convencer além de considerar os factos físicos.

Jesus sabia o que seria adequado para Tomás. Ele não quis forçar ninguém, o que teria o carácter de uma corte de justiça e ninguém pode encontrar uma intenção de provocar a recusa de uma decisão para a qual ainda não estava maduro.

Também o "Evangelho de Tomás" vale a pena ser lido, uma coleção apócrifa e precisa de textos de Jesus, não importando se o mesmo foi escrito por Tomás ou não. Este texto também foi aceito como autêntico pelos teólogos cristãos no Egipto e em outros lugares. 

Da mesma maneira os "Milagres" de Jesus não foram enfatizados como sua actividade principal. Muitas vezes ele os praticou apenas para ajudar, depois que foi solicitado, sem que as multidões tivessem se reunido e ele "ameaçou" pessoas para que não comentassem sobre este facto.

Quando hoje teólogos da escola de "Teologia de desmistificação" de Bultmann sempre tentam explicar os milagres como possíveis ou como descrição simbólica, eles podem ser certificados que estes trabalhos foram adaptados ao ponto de vista mecânico do mundo e da natureza humana do século 19 e que nem mesmo foi tomado conhecimento das mais novas correntes científicas. Em razão das novas tendências na física quântica, na biologia e biofísica, a pesquisa de medicina natural e parapsicológica, a astrofísica, etc., já estão desenvolvidas o suficiente desde muitos anos para que no mínimo auxílios de perspectiva possam ser encontrados nestas ciências, que removem a "inimaginabilidade" dos acontecimentos bíblicos. Isto não precisa representar uma busca da "Prova da existência de Deus", para o qual outros níveis de percepção seriam mais apropriados do que os científicos.

Apenas permanece correcto nesta perspectiva teológica é que a mesma não considera uma objetividade científica como uma condição necessária para a fé.

O tempo de lado-único da antiga filosofia já passou. Mesmo o espírito científico tem agora a possibilidade de crer sem se tornar esquizofrênico. Em um tempo onde as pessoas não hesitam em acreditar em factos conhecidos da Parapsicologia como habilidades individuais de dobrar colheres a partir de alguma distância, mesmo com muitas trapaças, permanecem bastante factos – e seria simplesmente um absurdo negar ao grande Jesus Cristo tais possibilidades. Jesus trabalhava com outro espírito, não na diversão de dobrar colheres porém, hoje como as diferentes experiências sugerem, Jesus podia penetrar em todas as forças naturais – e que isto é justamente importante hoje em dia, contemplar este fenômeno, para nosso ponto de vista contemporâneo, para uma cura holística, integrada ou cristã, etc. Tal ponto de vista espiritual de Jesus não é contrário à percepção de Jesus como "Filho do Homem", que procurou dar um exemplo visível para os indivíduos e suas relações sociais dentro da comunidade. Muitas vezes este contradição aparente leva a negação dos "Milagres", porque os referidos pensam, no bom sentido, que devem defender tendências incorrectas que afastam de um cristianismo humano e social. Na verdade ambos devem mostrar em conjunto uma imagem aproximada do real radicalismo (construtivo) de Jesus e sua conexão com o desejo e assim a força do Criador.

Agora podemos estudar mais um outro aspecto das curas de Jesus. Ele referiu-se, não apenas a muitos curadores do presente, sobre a "energia cósmica" que podia passar através de todos, e sim referiu-se também a acreditar, a fé em uma possibilidade de cura através dele, ultimativamente de Deus através da pessoa visível Jesus. A energia aqui não é apenas uma força abstracta, a mesma é um efeito do ser Cristo. Por exemplo, no Ioga oriental a energia é considerada muitas vezes de maneira isolada. Também hoje existem curas acompanhadas com o sentido inicial pela oração e em referência com o mais íntimo do homem, em conexão com Cristo, que deseja que as pessoas sejam curadas e assim se completam, que segundo Cristo podem "fazer algo maior" que Ele próprio.

Porém a cura espiritual em si e o progresso psicológico e espiritual combinado com aquilo que permanece uma piedade e não pode ser forçada. O ser humano pode apenas fazer algo para se preparar para isso.

Para as "bênçãos do Espírito Santo" bem como para as bênçãos de cura, ver "Pentecostes" e bênçãos proféticas, em Coríntios 1 12, 7-11; Actos 2, 17-20; e o capítulo "Pentecostes" nestes escritos.

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A ressureição de Lázaro.

As antigas escolas de mistério se ocuparam durante milênios com estes detalhes, e foram processados por Cristo. Agora a "Super-consciência" do alter ego pode manifestar-se a si na vida do corpo, a psique e o pensamento de cada ser humano, que segue esta via. Com isto é practicada a capacidade de limpar, integrar e expandir as camadas mais profundas e mais antigas do subconsciente.

Os antigos mistérios do Egipto conheciam uma trilha da mente e psique até as forças do desejo de vida.

Na ressurreição de Lázaro – João 11* - aconteceu mais um aprofundamento. Em primeiro lugar, muitos dos detalhes eram obviamente similares aos conhecimentos egípcios. Isto continha uma antiga práctica, onde a pessoa passava três dias em um estado que a moderna Parapsicologia denomina como "Experiência extra-corporal", ou seja: como em um sonho aéreo, apenas consciente. O corpo estava aparentemente morto. A pessoa depois de despertar tinha a certeza interior de que ela continuaria a existir como ser mental.-psicológico depois da morte. O "Hierofantos" (sacerdote iniciador) teria que tomar cuidado para que a pessoa em teste despertasse no mais tardar 3 dias para sua consciência terrena, caso contrário o despertar não seria mais possível e a substância do corpo teria começado a se degenerar. Exactamente isso porém nos foi relatado sobre Lázaro, após quatro dias "ele já cheirava mal". Assim a força que o despertou deveria ter que penetrar mais profundamente, até "recupera-lo". Nos eventos bíblicos onde a tendência é mostrar que o espírito de cristianismo pode ser reconhecido mais particularmente no mundo físico e na acção externa, uma tendência que não podia ser tomada novamente antes da nossa época, depois do misticismo dos séculos passados, por exemplo: apenas penetrando nas partes psicológicas intelectuais.

O ensino de todas religiões sobre a vida após a morte como tais experiências de se sentir fora do corpo físico, não correspondem especialmente às especulações filosóficas dos estado de consciência das pessoas nas pré-história e antiguidade. Uma representação mais adequada é encontrada no escrito Jean Gebser ",Ursprung und Gegenwart" (comentário do tradutor: "Origem e presente", provável título em português). Ele distingue um estágio de consciência arcaica, uma mágica e uma mística antes daquele do pensamento abstracto e uma consciência integral. Mesmo que a ruptura entre estes três estágios seja inevitável, é uma outra questão se o mesmo pode ser reprocessado hoje em dia. Também R. Steiner salienta a incomparabilidade de antigos métodos de consciência. Apenas reminiscências disto podem ser localizadas nos diferentes estágios de idade dos indivíduos em crescimento hoje em dia.

A comparação com os antigos ritos de iniciação (que não são mais possíveis na maneira original) não quer afirmar que a ressurreição de Lázaro da morte foi uma acção combinada entre todos os participantes como no Egipto. Jesus muitas vezes iniciou suas acções de regras de culto para a vida de situações cronológicas, por exemplo Sabbat, mais espaciais, por exemplo templo ou tipo de situação relativa. Apenas nesta independência ele utilizou tais circunstâncias as vezes de forma positiva, por exemplo festa de Pessach (Páscoa), Templo.... Assim ele pode ser um exemplo de como tratar muitas tendências como por exemplo utilizar aspectos astrológicos como "locais de força", e costumes. (ver também os livros de Marko Pogacnik : "Wege der Erdheilung", (Vias da cura na terra) "Erdsysteme und Christuskraft" (sistemas terrenos e força de Cristo), ...) 

Em conexão com a ressurreição de Lázaro também Jesus e as pessoas ao seu redor se tornaram visíveis como um todo para o mundo exterior. Aqui se pode ver uma consciência em expansão de Jesus que também incluiu todo círculo de discípulos e assim inseminar o seu meio ambiente social. Uma expansão similar da consciência pode resultar hoje em dia, quando pessoas ao imitar Jesus irradiam para fora com as suas actividades grupais.

Agora se segue a via da Paixão. O alto sacerdote dos Judeus afirmou algo sobre o relacionamento entre o que se supõe ter ocorrido com Jesus e o destino do povo (João 11). Na sua visão profética ele observou que Cristo iria morrer por todos. Porém ele interpretou incorrectamente, que Jesus iria prejudicar o povo caso continuasse a viver. Isto requer uma consciência que além do pensamento pode entender um processo e seus contextos, o que primeiro precisa ser aprendido como habilidade. Isto não é idêntico a imagens que aparecem repentinamente de forma instintiva. Causas mais profundas podem ser descobertas, dissolvidas e criadas. Nenhum pensamento negativo ou outros são armazenados de forma semi-consciente, eles não podem acumular estruturas de problemas que influenciem processos mais profundos ou físicos. Mesmo de maneira retroactiva esta natureza problemática é resolvida lentamente se o ser humano segue também estas leis. O caminho para um futuro livre e criativo futuro está aberto.

Sobre isto temos na página em inglês e alemão um resumo do Evangelho de São João 11.

O patriarca de Alexandria, Clemens ainda era proprietário de uma versão ampliada "secreta" do Evangelho de São Marcos. Este era, segundo suas palavras "um Evangelho espiritual para uso daqueles que buscam a Perfeição, a serviço do progresso dos conhecimentos". Aqui os relatos de Pedro e Marcos sobre a ressurreição de Lázaro, enquanto que no Evangelho para uso geral, estas passagens foram removidas. Apenas João e seus discípulos colocaram estes eventos de maneira aberta em um Evangelho. Clemens Denomina Cristo como "Mystagoge" e "Hierophanten", ou seja: de maneira diferente, aquele que introduzia e iniciava nos antigos cultos de mistério (segredos da crença). (ver Prof. Morton Smith, "The Secret Gospel...", também as constatações foram questionadas.).

Pergunta:
Posso compreender Deus como Aquele que ajuda a fazer a ponte entre a vida e a morte, bem como entre a consciência e o sono?

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"A Ovelha".

Algum tempo antes da cerimônia de lava-pés, os ligados a Cristo foram denominados de "Ovelhas" – João 10, 11-18, como também Cristo foi chamado em outros pontos como "Cordeiro". Aqui é salientada a abertura presente e processada novamente dos discípulos, especialmente para o que é feito por Cristo, como também tal relacionamento entre Cristo e Deus. Embora ele agora possa estar bem amadurecido, as pessoas se sentem em um nível novamente como uma folha em branco, como uma criança. O real progresso leva a modéstia mesmo se orgulho tenha de ser reprocessado muitas vezes; a visão de que todas pessoas tem um papel significativo porém no final são pequenos papéis perante Deus. Alguns podem denominar isso como "Humilhação", porém no significado livre e espiritual e não como um comportamento servil perante as autoridades terrenas, que muitas vezes provocou enganos. Não por acaso disse Cristo no mesmo capítulo "Eu sou a Porta". Quem abre seu Ser / seu Coração para Cristo, para aquele também está aberta a porta que leva a Deus, um requisito prévio para tudo o que se segue. 

"Ovelhas" também são contrapostas a "Carneiros" (por exemplo: Mateus 25:32-33).

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Cristo e a "Cerimônia de lava-pés" e a aplicação de bálsamo por Maria de Betânia.

O resto dos relatórios do Evangelho mostra mais e mais eventos simbólicos, onde os lições relacionadas que acompanhem estão ausentes. O mais tardar aqui podemos esquecer as ofertadas "Histórias de esclarecimentos de tudo sobre Jesus" comerciais, em cujo final nós não adquirimos nenhum novo conhecimento. Realmente aqui muitos conhecimentos externos podem ser valiosos, porém apenas a consideração meditativa poderá levar a algo realmente decisivo. Os resultados porém podem ser de algum estímulo para determinadas pessoas e nenhum padre ou estudioso de História nos pode tomar isso.

A cerimônia de lava-pés é descrita como uma limpeza no texto bíblico – João 13, 1-20. Já que tais pontos "esotéricos" mais tarde quase não puderam mais ser compreendidos, ao menos foram deixados incólumes sem sofrer nenhuma censura. O relacionado é "completamente puro" ou seja: não se tratam dos pés e sim do seu significado simbólico para o ser humano completo. Nas mais diferentes culturas que pensam em analogias era usual: As mesmas funções podem ser encontradas no organismo humano, que é o microcosmo ou mesocosmo e na natureza exterior que pertence ao macrocosmo. Os pés são direccionados para o solo, seus movimentos seguem a vontade. Se o ser humano exteriormente segue um caminho ou outro, isto requer uma decisão. Uma limpeza desta vontade e suas cabriolas inconsistentes mostra o conteúdo da lavagem dos pés. Ver também Jesus que dá um maior valor a boas acções que as confissões labiais cristãs em Mateus 25, 31ff.

 Porém esta acção, como todos os acontecimentos posteriores, não representa uma breve repetição dos impulsos já dados nos anos anteriores para limpeza das diferentes partes do ser humano. Tudo está sob o novo prefixo que Jesus sabia interiormente que "seu tempo tinha chegado" e que seus discípulos deveriam estar amadurecidos para aquele distribuir aquele "Algo Conhecido" dentre as secções mais amplas da população, de maneira independente. Não mais apenas suas qualidades pessoais, aqui a boa vontade sob a supervisão crescente de seu Eu interior é a meta, como tinha sido até então. E sim este Eu mais alto, agora reunido com a "Pessoa", pode agora se tornar sempre mais forte unificado com aquele "Cristo" que tomou forma em nós, como um "Próprio dos próprios".

Esta experiência pode ser descrita primeiro como; em uma imitação interior desta acção pode resultar em uma tal pureza que tudo pode ser controlado mais directamente desde a fonte mais íntima de si próprio através das camadas mais diferentes do ser. Porém, primeiro de tudo existe o desejo. Apenas a continuação do processo vai perfeccionar o sentimento e o reconhecimento, que o ser humano pode explicar directamente o "Por que" de seus impulsos. Mesmo Deus nos segue nesta sequência de maneira análoga aos passos de aprendizado que uma criança segue para este nível. Isto não significa que esta nova secção de aprendizado seria desenvolvida "sem cabeça". O desenvolvimento humano do sentimento ético e do reconhecimento claro já foi fortemente activado anteriormente. Apenas a continuação do aperfeiçoamento do sentimento e do pensamento, de acordo com o espírito de Cristo, quando ele recebe isto, ainda não está presente aqui.

Um outro tipo de experiência destas fases difíceis de descrever, pode estar relacionado com se tornar consciente de sua própria consciência, ou a visão de "Anjos" ou do Próprio Eu, ao observar a vida humana. O Próprio Eu (angelical) como chamado hoje fora das igrejas pode agora se unificar de maneira mais forte com Cristo e passa assim por uma transformação. Experiências com anjos são hoje partes dos novos movimentos espirituais, enquanto os cristãos estão muitas vezes em dúvida, apesar da Bíblia, sobre se existe isso mesmo, para não comentar sobre a questão sobre o que é o "Anjo da Guarda" ao pé da letra e como poderia parecer tal conexão. Porém Cristo representa o ser humano em forma e pessoal e mantendo as aquisições da vida humana ao se abrir para os mundos de energia impessoais dos "Anjos". Também para Cristo como homem, que tem uma tal experiência, ainda não está perfeito. Cristo deu aos discípulos os primeiros sinais já em João 1. Muitas pessoas orientadas espiritualmente pensam que uma experiência apenas com os próprios anjos é mais importante e depois dela eles podem retornar a seus trabalhos terrenos, na realidade a exploração destas áreas deve ser baseada em muita estabilidade já adquirida, caso isto não deva terminar em ilusões; a mais compreensiva penetração da vida na terra pelo espírito pode ser iniciada. Como ponto de referência é mencionado aqui que, por exemplo, R. Steiner como pesquisador espiritual da evolução das pessoas na terra prevê muitas eras ainda, como também outras escolas. Em adição: as prácticas hipnóticas-espiritistas de "conjuração de espíritos" não tem absolutamente nada em comum com a experiência arquétipa com os anjos. Porém neste meio-tempo existem esforços sérios de pessoas que tentam permanecer em contacto com os anjos durante seu dia-a-dia 

Durante a lavagem dos pés, quase ninguém notou que isto está conectado com, por exemplo João 12 – onde Maria de Betânia untou Jesus com um bálsamo e enxugou seus pés com seus próprios cabelos. Ela fez isso simplesmente como uma pessoa ou ele representou o aspecto feminino de Deus, como pode ser descrito para Maria, a mãe de Jesus e Maria Magdalena, provavelmente não idênticas com Maria de Betânia? Por que isto precede a famosa lavagem de pés? Para os inícios de teologia de experiência feminista (embora inconsistente) pode existir seguramente tesouros ainda não descobertos ou apenas parcialmente descobertos. A "extrema unção" da igreja católica pode ser encarada como uma reminiscência deste incidente.

Além disso é passível de comentário que a lavagem dos pés não foi uma acção única de Jesus e sim os discípulos foram encorajados a lavar seus pés entre si, de forma similar a última ceia no sentido de uma Irmandade de Todos (provisório). O desejo/desejo de viver em Deus refinado durante a lavagem dos pés é expandido acima e abaixo do próprio ser até o seu fundo, primeiro de tudo até o próximo, que lava os pés do mesmo depois também dentro dos outros e os discípulos no todo com quem se está dividindo responsabilidade.

Lavagem de pés também pode ser entendido como um serviço aos outros. Apenas com esta lavagem de pés eles "tomam parte Nele" como dizia Jesus. Isto sublinha o significado amplo em muitos sentidos deste passo. Isto pode ser comparado em todas áreas com os jovens quando dizem: er/sie "geht mit mir" (em português: ele/ela é meu/minha namorado(a). Entretanto a lavagem dos pés não significa "ter um relacionamento" e sim "estar em um relacionamento (vivo)". Apenas como um "passo à frente" a lavagem dos pés pode ser entendida. Detalhes sobre como practicar isto externamente não tem importância. No sentido da práctica alquimista, o uso de acções externas para fazer atitudes interiores e processos no ser humano para ampliar sua imaginação, esta acção é razoável – se as atitudes interiores relatadas estiverem presentes. Mesmo uma atitude correcta concebível de um pastor activo não seria suficiente sozinho; a consciência requer o atingido em si primariamente. Isto também é válido para a Última Ceia – sobre os mais diferentes aspectos dos quais os teólogos não aceitam; eles podem até ter razão de uma tal maneira dentro de si, porém o aspecto da transformação consciente do atingido em si próprio não foi muito apreciada propriamente, nem pela igreja católica nem pela igreja protestante.

Se fosse por exemplo em casos de simples ensinamento de 5000 pessoas e depois 500 ou 70, que poderiam ainda participar dos passos mais difíceis, assim tomaram parte na lavagem dos pés primeiro os onze discípulos, que tinham aprendido muito com Jesus e estavam assim preparados para esta oportunidade. Judas possivelmente não podia ainda. Também Jesus não ministra todas as lições de uma vez para todos e sim passo-a-passo. Entretanto neste meio tempo é possível que muitos indivíduos também podem seguir seu caminho iniciando sua contemplação meditativa profunda nestes eventos relativos a crucificação. Isto é tentado pelos rosacruzes cristãos. Lavagem de pés, flagelação, coroação de espinhos, crucificação e colocação no sepulcro, ressurreição e ascensão se tornaram "Iniciações Cristãs". Transcrito dentro das possibilidades de um trabalho "profundo" em uma nova era, também as imagens dos sete dias do "Casamento alquimista "Livro: chymischen Hochzeit des Christian Rosenkreutz", 1616 do teólogo luterano J. V. Andreae publicado como uma sátira.

Na maioria dos casos um tal passo não é certamente completado sem experiência da primeira vez na vida, na meditação ou em sonho. A existência humana com todas suas habilidades pode ser estendida em muitas direcções, outros passos devem seguir, se cruzar com alguns dos anteriores. Entretanto as novas qualidades serão "arredondadas" apenas depois que os passos precedentes sejam arredondados, que servirá como base para isto.

Após a aplicação de bálsamo em Betânia segue-se em João 12 a entrada de Jesus em Jerusalém como o Messias. Após a lavagem dos pés, será, por exemplo em João 13-17 feito o anúncio da traição através de Judas Iscariotes, a última pregação e a oração de Jesus para Jesus próprio e os discípulos.

Os teólogos viram cada vez mais a tarefa de lavar os pés como uma ação emblemática, que aponta para a proximidade da crucificação ou como um exemplo do Servir com o amor imaculado de Deus. Contudo, também foi anunciado como um ato direto.

Sobre isto temos na página em inglês e alemão um resumo do Evangelho de São João 13,3-15:  A Lavagem dos Pés.

Pergunta:
Gostaria de pedir* a Deus - se ainda não o tiver feito - que a minha boa vontade para com os outros se tornasse a minha segunda natureza - mesmo que isto seja fatigante?
Mais tarde - em vez de pedir (orar) - acreditar, isto é (ter fé). Ainda mais tarde: experimentar as ações de Deus (graça).

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A última ceia, a entrada triunfal como Messias, a prisão e a flagelação.

Jesus entrou em Jerusalém, festejado como o Messias prometido – João 12, 12-19. As castas de sacerdotes experientes sabiam como pressionar os "botões psicológicos" das pessoas para modificar parcialmente a opinião das massas para um modo negativo. Indivíduos que se vêem de maneira negativa e indiferente e tentam transformar isso, podem conseguir mais estabilidade e conexão com Deus e se tornar assim não mais manobrável por alguma sugestão em massa e pelas forças exteriores negativas, cuja realidade foi tentada localizar também em alguns movimentos de massa do século 20.

Durante a prisão em João 18 – acusou os soldados primeiro – Cristo mostrou assim que não estava sob o controlo dos mesmos. Depois ele deixou acontecer tudo consigo de maneira voluntária.

A "Flagelação" de Jesus – João 19, 1 – atingiu suas costas. O "centro" do ser humano, seus sentimentos e sua força de suportar o sofrimento nas emoções são qualidades que podem emergir durante a compreensão meditativa, e isto não é um sofrimento passivo desesperado. Entretanto todos os místicos cristãos relatam sobre a dor que eles sofreram de maneira voluntária ou involuntária nas suas almas. Assim Cristo não fugiu de sua dor, o que ele seguramente poderia ter feito, como os mestres hindus que practicam o Pratjahara, que significa "Remoção dos sentidos". Aqui é muito mais uma expansão da consciência que os outros podem sentir no sofrimento do próximo.

Note-se que aqui não era a verdade completa se, como mencionado, a flagelação de Jesus foi tornada um símbolo de um determinado "estágio de iniciação", ou seja: um estágio de desenvolvimento das pessoas contemporâneas no caminho de se completar. Parece que o passo real já foi chamado a vida por Jesus na aplicação do bálsamo em Betânia que seguiu a Santa Ceia (Mateus 26, 26-29).  Esta Ceia é o melhor símbolo para aquilo que Jesus dá a humanidade sofredora. O pão representa a substância de Jesus Cristo (e a alma), a "Palavra de Deus". O vinho representa o sagrado Espírito de Cristo que torna a palavra viva para o efeito altruístico. A igreja católica salienta a mudança da substância em pão e vinho na carne e sangue puros de Jesus, a igreja protestante salienta a lembrança de Jesus. Por um lado ambas têm razão, pois até a simples "Água Benta" da igreja católica tem uma alteração do ângulo das moléculas de água, como comprovado por experiências científicas. Porém o ponto importante seria a modificação dentro dos participantes propriamente, onde os mesmos se ajustam de maneira concentrada sobre a "Carne e Sangue" de Cristo: o que é irradiado do que se transforma e do que irá se transformar. Para isso o pão e o vinho é um meio que ajuda a visualizar. Alguns tentam até fazer isso directamente apenas no espírito, sem o auxílio visível do pão e do vinho no "Sangue e Carne de Cristo" – e sentem o efeito. Porém isto é no mínimo difícil. E quando alguém deseja practicar uma ceia abençoada sem chamar de um "sacramento" da igreja, isto seria chamado "Agape" - "Ceia do Amor".
A flagelação pode ser entendida como um tipo de uma resposta caricatural de forças ignorantes sobre o que aconteceu de facto antes e por isso não precisa estar muito no centro da meditação. Isto também é válido para a coroação de espinhos em seguida. O antigo esoterismo cristão monótono ensina com isso com uma acentuação no sofrimento tem similaridade com algumas dos novos conhecimentos como a antiga representação de João Baptista em relação aos ensinamentos de Jesus e seus discípulos. A pessoa pode selecionar livremente quais destes caminhos se quer seguir em primeira linha.

A nível teológico também foi discutido se a Última Ceia representava uma forma própria da Páscoa Judaica ou se o próprio Jesus se tinha separado da antiga festa como o verdadeiro "cordeiro sacrificado" anunciado. A nova ligação de Deus com as pessoas (o Novo Testamento) através de Jesus (Lc.22:20) foi vista em 2.Moisés 24:8; Jr.31:31-33; Jes.53:12. Primeiro via-se a pessoa de Jesus no pão, e no sangue a entrega total da salvação. Outros contestaram a origem da tradição (den. palavras da instituição) - o que com base na sua associação não é óbvio nas primeiras Escrituras.

Em relação a isso, na página em inglês e alemão existe uma citação de Mateus 26,26-29 sobre a Santa Ceia (Sagrada Comunhão, Eucaristia).

Pergunta:
Se ainda não o fiz, gostaria de pedir* a Deus a capacidade de colaborar amistosamente com os outros - mesmo que isto me faça mudar de opinião?

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A Coroação de espinhos e Sermão de despedida.

Já que a flagelação era uma das punições mínimas usada pelos romanos, a interpretação deste termo nos símbolos dos cultos de mistérios pré-cristãos não são tão óbvios. Porém a coroação de espinhos – João 19, 2-3, um símbolo na sequência destes mistérios não é um componente da lei romana comum**. Seguramente pode ser interpretado como uma ironia: espinhos ao invés de ouro. Porém permanece a questão, como isso aconteceu que os soldados practicaram as tradições de mistério de maneira tão exacta mesmo que eles tenham feito isso de forma inconsciente naquele momento. Mesmo que eles (muitos soldados romanos eram adeptos de tais cultos) tivessem consciência das aparências exteriores, eles não teriam podido reduzir Cristo a este tipo de experiência conhecida por eles.

Enquanto a coroa de ouro era um símbolo da dominação exterior (não necessariamente negativo), a coroa de espinhos era um símbolo de um tipo de domínio não apreciado no mundo. OS espinhos penetraram na cabeça. Também aqui não se deve buscar a dor e sim uma força para sobrepujar todo pensamento, do qual Cristo aqui não mostra qualquer sinal. Os mesmos se encontram aqui apenas no momento antes que ele finalmente decidiu não deixar passar o "Cálice". Com flagelação e coroação de espinhos encontramos algo sugerido que continua o caminho iniciado pela lavagem dos pés, também o sentimento e o reconhecimento (apesar de todas resistências) que parece ser mais "sagrado".

A dita tendência contínua falada na lavagem dos pés, flagelação e coroação de espinhos, em crescer dentro de si próprio tem também uma relação com os novos movimentos, como os movimentos para paz, movimentos ecológicos, tentativas espirituais que desejam "Curar a Terra".*

Já como durante a "flagelação", a "coroação de espinhos" é uma reacção, uma pobre cópia dos procedimentos anteriores. Este ponto real, onde é expressado que a abertura positiva cresce na mente para além de si próprio , existe a "Pregação de despedida" de Jesus, por exemplo João 13,31 - 17, e nos encontros com Pilatos, João 19,5* (*"Vê, o ser humano", o que pode ser experimentado na meditação como sentimento de Pilatos para com Jesus Cristo como modelo do ser humano com redenção.) Não apenas a lavagem dos pés e a Santa Ceia como tal, também as palavras de Jesus eram acções ao mesmo tempo.

Pode ser razoável, de acordo com estes reconhecimentos, considerar os princípios básicos mais decisivamente, onde se fala sobre "iniciações cristãs ou passos de desenvolvimentos".

**) Contudo, na história das religiões surgiu uma figura ou um rei ridicularizado, no qual foi descarregada a ira do povo. No Antigo Testamento havia um bode expiatório que devia pagar pelos pecados do povo (3.Moisés 16:15). Em ambos os casos isto funcionou primeiro como um ritual simbólico. Por isso a teologia tradicional esforçou-se por mostrar que no início Jesus podia trazer verdadeiramente uma vítima eficaz para todos. Devido a estes ecos, alguns teólogos críticos pensaram em cultos de vítimas antigos, que podem questionar, em geral, os pensamentos das vítimas. Isto pode ter parecido uma frivolidade – mas como foi mostrado em cima, nos acontecimentos foi ainda mais ocultado do que o ponto de vista do auto-sacrifício. Trata-se igualmente deste fim.

Pergunta:
Se ainda não o fiz, gostaria de pedir* a Deus para me ajudar a lidar sabiamente com os grupos a que pertenço - mesmo que isto exija que trabalhe muito nos meus pensamentos de há muito?

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Crucificação e a colocação no selpucro com indicações sobre a mística crista.

Os pontos de vista sobre a crucificação e morte de Jesus são ainda mais diferentes do que as outras estações no seu caminho; isto é por um lado por causa do significado atribuído a isto pelas igrejas, por outro lado por causa dos intérpretes que desejam classificar tudo de acordo com suas respectivas ideologias. por exemplo João 19, 12-37.

Assim tentativas gnósticas na margem do pré-cristianismo até gostariam de se ocupar com Cristo. Porém, baseados na sua antiga base grega, os mesmos não podiam imaginar que um tal grande ser iluminado tenha sido nascido de uma mulher e morreu. Ou seja: ele deveria ser algo como um anjo ou, como muitos mestres orientais disseram posteriormente, se fez visível através de um "corpo aparente", que então também não seria mortal e sim simplesmente se dissolveu em seguida. Já que nos ensinamentos deles o mundo terreno e a matéria eram considerados como mal eterno, nada poderia estar mais distante de seus pensamentos que assumir que tal ser tenha passado por todas as estações da vida terrena ou penetrado estes passos com sua luz. O termo "gnóstico" foi utilizado aqui de maneira diferente da Gnose Apostólica; o qual mesmo o crítico de seitas F. W. Haack validou. Porém existem aqui as mais diferentes passagens em tais ensinamentos, por exemplo o "Evangelho da Verdade" gnóstico diz que Jesus foi pregado na cruz.

Pessoas com atitudes materiais ou recusantes não apenas distribuem lendas como a que Jesus era filho ilegítimo de um soldado romano, o que na moral da época era algo bastante depreciativo. Também se especulou que Jesus não morreu e sim foi tratado e curado. Até hoje existem tentativas similares, por exemplo relacionar o sepulcro de um homem idoso chamado Jesus na Cachemira com o Jesus bíblico. Também no mínimo um outro, ainda não descoberto, sepulcro europeu de Jesus aparece na moderna literatura. Sobre isso deve ser dito que Jesus, ou também chamado Jehoschua, Jeschua, Jesat não era um nome único. Também nos apócrifos (Escritos não citados no Cânone bíblico, aparecem e são citados muitos outros "Jesus": Jesus Sirach, Jesus ben Pandira; sem falar que mesmo o Jesus real, segundo interpretação de R. Steiner parece ser dois meninos Jesus conectados entre si.

Partes em combinação com tais teses são resultados inconsistentes de investigação sobre o Santo Sudário. Uma hora o Sudário contém pólen do tempo e da região de Jesus, outra hora o pólen é "da Idade Média". Uma hora apenas a repentina irradiação de alta energia causou a impressão no Sudário, por exemplo, pela dissolução do repentina do corpo, outra hora as marcas de sangue significam que Jesus ainda estava vivo ao ser retirado da cruz. Uma apreciação das últimas pesquisas fala novamente sobre a autenticidade deste Sudário e uma causa não usual para a origem da imagem. Isto pode ajudar as pessoas (conforme os comentários sobre o caminho do discípulo Tomás no capítulo "Milagres"), a usar também sua inteligência sobre a realidade do que realmente aconteceu com Cristo. Com Lorber é tratada a "Túnica de Trier" como falsificada, com a óbvia intenção de buscar a fé em si próprio, e não se deixar ficar dependente de "banhos quentes e frios" alternados no caso de descobertas e teorias sobre relíquias exteriores.

Tais pesquisas porém, podem estimular investigações meditativas. Isto sugere que aqui está algo que não se ajusta a nenhum esquema conhecido; ver também Grönbold "Jesus in Indien- das Ende einer Legende" (título: Jesus na Índia, o fim de uma lenda), e os escritos fotocopiados de Margarete Eckel, "Am Kreuz gestorben" (Morto na Cruz).

Como já dito, os relatórios de místicos são muitas vezes de grande ajuda para localizar algo sobre a natureza dos eventos passados e seu significado para o corrente desenvolvimento das pessoas, e assim a questão sobre o carácter delas. Quanto mais experiências espirituais uma pessoa tiver este sentido, tanto mais ele entenderá. As percepções de místicos e estigmatizados cristão (portadores e portadoras das chagas de Cristo) são parcialmente similares mesmo sem contacto entre si; Em tais relatos existem também detalhes adicionais similares sobre as experiências de Jesus não citadas na Bíblia, de São Francisco de Assis para o Papa Pio e Therese von Konnersreuth. Todas concordam entre si que a crucificação e morte de Cristo são reais e profundamente implantadas neste mundo, e que uma conexão inesperada ou consciente com este evento de faz experimentar um sofrimento inconcebível, porém também uma força inconcebível que não puxa para baixo e sim que "puxa tudo para cima". A natureza existencial da crucificação relativa ao ser completo é certamente mais próxima à vida de tais pessoas extraordinárias do que de pessoas que usam o método de activar apenas o intelecto. Sobre o tema morte e vida é uma questão de mais que simples partes do Ser que participam aqui, aqui se inclui o estágio "causal" da geração de princípios e destino. Também pessoas com uma conexão com Deus menos mística podem usar os eventos meditativamente como ponte para a realidade, tão imperfeitas quanto elas possam ser. Jesus disse ao crucificado junto a ele, ele logo estaria no "Paraíso", isto sugere que uma rápida compreensão deste caminho é possível.

A penetração consciente nos mais profundos processos da existência humana, relacionados com depressão, sofrimento e degeneração pode mostrar a si próprio a possibilidade real actual – quaisquer que sejam as medidas. Embora esta possibilidade não esteja ligada a estação do ano ou ao local geográfico do evento, a Páscoa parece facilitar a possibilidade da experiência. É como se fosse uma nova "oitava" musical imprimida por Cristo no antigo ritmo tradicional e das estações de passado e se tornando novo.

Já o caso de Lázaro mostra que Jesus não concorda mais com o antigo acordo de que a matéria física assenta barreiras intransponíveis para o espírito. Nada além de Deus é eternamente válido para sua visão, não importando quão lento é o movimento, ou também negativo, tudo é capaz de ser transformado no final. Quanto mais profundo ou mais inconsciente for o objecto da transformação, mais difícil é influenciar o mesmo, de acordo com a natureza.

Durante a crucificação foi indicado como os eventos verificados pouco antes disso, além de uma força de suplantação, foi indicada também uma consciência universal, por exemplo, com as palavras ditas na cruz que culminaram com a frase "Está consumado!" Este "Amor sacrificado" sensível, de ajuda universal pode ser sentido aqui, também não é expressado de maneira suficiente pela antiga fórmula teológica antiga, quase jurídica de uma "comprar a humanidade através do sacrifício de Jesus". Ela pode hoje ser válida como uma tentativa que também pode ser imaginável para aqueles que tem consciência do conhecimento; originalmente porém poderia ser um ajuste ao mundo imaginável dos antigos israelitas, onde se tentava acalmar a divindade através de sacrifícios rituais (animais, etc.), algo que o próprio Jesus nunca ensinou.

Da mesma forma as outras teologias, que por exemplo realçam por exemplo que "Jesus manteve seus princípios básicos até a morte" não explicam de forma suficiente a si próprios nem pelas experiências místicas nem pelos acontecimentos paralelos físicos como estigmas de Cristo nem a falta de alimentação do mesmo, etc., conforme por exemplo Thurston "os eventos colaterais do misticismo" e Höcht "de São Francisco até o Papa Pio e Therese Neumann", bem como o capítulo seguinte. 

Rupert Sheldrake, um biólogo conhecido pelas seus pensamentos integrados em por exemplo, novos movimentos espirituais, desenvolveu a teoria do "campo morfogenético". Quando macacos em uma ilha desenvolvem uma nova habilidade, então os macacos do mesmo tipo em uma ilha distante podem também desenvolver a mesma habilidade sem contacto exterior. Além da randomidade, uma influência por um campo de força, que liga animais da mesma espécie, deveria existir. Quando o foi perguntado a Rupert Sheldrake se ele poderia imaginar que, por exemplo, o desenvolvimento de Jesus até a crucificação e ressurreição poderia ter sido irradiado para toda humanidade por um tal campo de força, disse ele após pensar um pouco atônito sobre o facto "Sim, porém não seria o campo morfogenético e sim um campo de força espiritual".

Mesmo isso não é uma "Prova da existência de Deus" mas algumas novas correntes científicas já fornecem melhores possibilidades de aproximação a este contexto de difícil compreensão do que as teologias que ou observam os antigos ensinamentos de maneira dogmática ou afastam as explicações de algo de difícil compreensão.

Mesmo durante a crucificação existem reminiscências - porém nenhuma identificação – com os antigos ritos de iniciação. A cruz ou a árvore na qual o ser humano foi pendurado encontra-se, entre outros no Norte - conforme os mitos de Odin, que ficou pendurado nove dias e teve grandes experiências neste tempo. O motivo do sepulcro como local de iniciação encontra-se bastante distribuído na Idade Megalítica, também ainda no tempo dos Celtas e especialmente distinta na cultura de pirâmides dos egípcios. As pirâmides, tanto fazendo se as mesmas eram realmente sepulcros (o que não foi comprovado, pois uma inscrição do nome não prova nada) ou não, as mesmas foram utilizadas como local de cultos como nos sepulcros dos celtas. Já que hoje em dia isto iria requerer ignorar vários factos, se alguém quiser negar isto, não precisamos mais nos referir de maneira mais próxima. R. Steiner notou que em ambas correntes espirituais, a cruz (ou árvore) e o sepulcro fluem em conjunto na trilha de Cristo de maneira renovada.

A vivência da crucificação ou "meia-noite da alma", da "morte mística", da transição através do abandono sem nada que o ser humano possa se ater – todos os conhecidos místicos cristão já passaram de um modo ou de outro, têm também uma grande similaridade com a experiência culminante do Nirvikalpa Samadhi ou a experiência do vazio do "Nirvana". Embora o misticismo cristão fornece a experiência que, dentro ou atrás deste vazio existe "algo", ou seja: Cristo ou Deus. Aurobindo mostrou que isto possivelmente excede o Nirvana dentro do que se encontra atrás, mesmo no modo Hindu. No caminho cristão porém, algo atrás desta abundância de tudo pode permanecer a partir do primeiro momento do caminho religioso, porque Cristo, tendo passado pela terra representa uma ponte.

Se tem a impressão de uma difícil excursão quando alguém como Aurobindo é confrontado com forças que têm conexões com o desenvolvimento de Cristo porém não tem o mesmo pano de fundo para tal. Porém isto não é absolutamente impossível, porém se deve lembrar do caso do menino hindu Sadhu Sundar Singh que não sabia nada sobre o cristianismo mas teve uma experiência repentina de Cristo vivo após sua intensiva busca interior de Deus, que depois foram deitadas em livros. Também nos exercícios hindus de Tantra as pessoas que estavam esperando por deuses hindus têm uma visão repentina de Cristo. "O espírito é levado para onde ele quer".

Para a teologia determinada para a Cristandade como uma comunidade religiosa de pouca relevância mas muito mais interessante para outras áreas de cultura é o conselho de R. Steiner, de ver em Cristo como um Ser similar ao sol conhecido em outras sagas mais importantes antes da sua chegada na terra;  Ver o capítulo "No início era o Verbo..." neste texto e a página extra sobre o "Antigo Testamento e as religiões pré-cristãs".
Durante uma estação de sua descida, também outras fontes como Lorber em sequência, foi feita sua vivência de Jeová. Esta experiência foi provavelmente turvada humanamente depois, como também em outros pontos. Mas isso não significa que todos os eventos do Antigo Testamento pode ser avaliado pelos pontos de vista de nossa sociedade contemporânea. Deus sabe melhor do que nós, o que Ele faz e Por Que.

Depois, há 2000 anos nos vimos a encarnação física de Cristo na terra como uma medida em um ponto de reversão do desenvolvimento mundial, tomando isto e a humanidade em si simultaneamente e incluindo isto na sua vida. Os antigos cultos são parcialmente degenerados, como depois o cristianismo se tornou superficial, porém uma pesquisa nesta direcção iria ter significado. Cristo quis mostrar a si próprio como algo que não entra no papel intencionado para ele como garantia de poder de uma comunidade religiosa determinada. Um ser que justamente representa a humanidade renovada, o "novo Adão" do Gólgota.

Teologia fala sobre perdoar os pecados (João 1:29). O que realmente pode ser vivido é a "Redenção" que requer como uma possibilidade de germinação a "imitação de Cristo", para se poder receber realmente expressado na vida de uma pessoa. Uma pessoa pode realmente "viver" que a vida pode ser feita mais que de forma orgánica, se alguém admitir a atitude de fazer uma excursão guiada da vida por Deus como pregado por Cristo. Se alguém tiver ao contrário uma atitude de leis mecânicas efectivas de destino / ou de equilíbrio de "Karma", a vida pode passar ao longo de tais princípios. Também Cristo falou de processar "até o último tostão" porém ele não diz que isto deve continuar a acontecer como antes "olho por olho, dente por dente". A nova tarefa do ser humano está no plano principal – o que é fértil para ele e seu meio-ambiente, é tirado de suas possibilidades e aplicado. Administrar o passado não é um fim em si e não é mais uma motivação para o desenvolvimento. Uma ajuda "de cima" durante a combinação das diferentes possibilidades pode ser observada hoje em dia.

Ao estudar este tema em R. Steiner aqui pode se ter a impressão que Cristo se ocupou apenas com o destino da humanidade e que os indivíduos deviam trabalhar seu próprio destino; isto é aqui uma experiência de muitos cristão que Cristo também pode ajudar no processamento dos próprios destinos de maneira bastante individual. Ele pode levar a sua transformação, lembrando também do resto da humanidade, ao invés de realizar cem porcento de tudo que é inerente. Também a Força do Perdão entre as pessoas é uma alta experiência real, que pertence aos específicos e verdadeiros cristãos. Os circuitos eternos de, por exemplo, violência e contraviolência são assim "suspensos para fora dágua. Porém isto não é apenas um ensinamento para libertação de envolvimentos terrenos ou não-identificação com si próprio – a este respeito existem muitas semelhanças entre os ensinamentos, por exemplo de Buda. Porém uma meditação profunda nisto torna claro que é também a força real que permite dissolver os envolvimentos pelo lado interior e apesar disso não se retirar como for possível, e sim se esforçar para permanecer no sentido mais amplo "no mundo" como um "trabalhador no vinhedo".

Mesmo neste ambicioso nível a pessoa não se "liquefaz" obviamente como uma gota no oceano. Ainda não foi descrito de maneira suficiente o abandono repentino de partículas dissolvidas de partes prévias da pessoa, inclusive as físicas e mentais, como "Crucificação" por exemplo, como descrito no campo teosófico e em Castaneda do campo xamânico sem o termo crucificação, os quais também são experiências reais.

Um célula em um todo que mantém uma responsabilidade perante todos relacionados com seu contexto continua sendo neste estágio ainda uma descrição apropriada para uma pessoa que "Assume sua cruz" e cujos esforços anteriores agora se aprofundaram na compreensão do núcleo existencial da vida.

Apesar de todos os esforços e tentativas de esgotar o acontecido e o simbolismo da crucificação para fins espirituais nos dias de hoje, aqui não deve se deixar de considerar que muitas coisas são combinadas aqui:

- que Jesus tinha que passar por todos os estágios da existência humana, do nascimento até a morte, mudando tudo com uma nova atitude;

- a crucificação que – independentemente de outros antigos significados da cruz – ou seja simplesmente reconhecida como um tipo antigo de punição secular e que também foi feito neste caso através de prácticas claramente fraudulentas, ilegais e materialistas de seus oponentes. Foi como aconteceu e como não havia outro jeito e nenhum fetichismo de cruzes pode ser baseado nisto. Foi a última reacção das forças inertes e inconscientes daquele tempo, que tinham se tornado negativas, neste sentido uma caricatura da consciência transformadora de Jesus.
A única consequência benéfica do acontecimento não dependeu deste violento acto contra Ele, mas é também visto no contexto, relacionado com a Ressurreição. Essa é a obra de Deus.

- A cruz como um símbolo inclui o contexto antigo, mesmo que depois tenha sido aceita como símbolo do maior amor de sacrifícios, em cujo sentido a mesma pode continuar a ser usada hoje em dia – como contrário de ódio, indiferença, etc.

- Uma imagem mais neutra dos processos internos em Jesus além dos contextos condicionados naquele tempo, seriam as últimas palavras de Jesus na cruz "Em tuas mãos entrego meu espírito" bem como o sepulcro, que não representa uma passo absolutamente independente, ao contrário de antigas deduções esotéricas e sim é conectado com a crucificação. E o sentido da morte de Jesus não está na morte em si e sim na suplantação dos "programas de morte" no ser humano.

Estes escritos tratam de forma bastante detalhada as "últimas coisas na vida de Jesus" e isto é porque eles devem são penetrados muito menos mentalmente do que os acontecimentos anteriores mais simples de compreender; e porque existem muitas teorias confusas sobre os mesmos e por isso são requeridas tentativas maiores para desmascarar as mesmas e para também aqui ser feita uma experiência mais directa. Isto não deve ser mal-entendido como se a morte por crucificação não tenha sido a coisa mais importante na existência de Jesus, como visto por algumas direcções religiosas interpretam, onde a cruz parece ser o centro de todas as coisas.

Tal como os primeiros discípulos de Jesus após a crucificação e ressurreição, a teologia tradicional reconheceu que muitos textos do Antigo Testamento, e até mesmo pormenores, podiam ser lidos como referências à posterior história de sofrimento (paixão) de Jesus e respetiva viragem redentora (Lc.24:27; Salmo 22; Salmo 40:7s.; Salmo 69:22; Isaías 52:13-14 e 53; Zc.12:10 e 13:1; Sabedoria 2:10-20; e outros) Também na tradição dos anos de ensino de Jesus foram encontrados muitos ecos na crucificação e ressurreição posterior - que em parte são um pouco difíceis de reconhecer e justamente por causa disso não podem ser explicados como acréscimos posteriores. Aliás, já Platão, filósofo grego antes de Cristo, compreendera que a sua figura ideal da justiça deste mundo terminaria numa crucificação (em A República, livro II). É de notar que este acontecimento também deixou uma impressão marcante nos romanos (por ex. Mc.15:38). Apesar do grande significado identificável deste auto-sacrifício no contexto bíblico global, alguns teólogos críticos não conseguiram obter muitas explicações. Já nos primórdios do cristianismo vários grupos acompanharam os passos, assistiram às pessoas na sua ordem ou puderam segui-las pessoalmente - o que conduziu a aspetos diferentes.

Pergunta:
Gostaria de pedir* a Deus para me ajudar a procurar ultrapassar os conceitos antigos de envelhecimento, doença e morte?

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A questão do selpucro vazio, a „Ascensão a Ida ao Paraíso".

Seria possível tratar de mais algumas questões em conexão com a crucificação. Uma delas seria a questão do sepulcro aberto de Jesus – João 19, João 20, 10. Já foi citado que isto não seria como uma cura normal de um vivente com ervas . Também Nicodemos aplicou substâncias conhecidas para práctica de embalsamamento e mumificação. Que isto tratado como um roubo do corpo (com o enterro em outro sítio) já fica practicamente eliminado para um ponto de vista não-materialista, que será demonstrado nos itens encontrados na "Ressurreição", descritos no próximo capítulo. Maiores detalhes podem ser deduzidos no trabalhos de formulações de questões raras:

Assim, por exemplo, a pergunta poderia ser o que acontece com o ser humano durante e após a sua morte e se existe diferença entre as mesmas. Isto já foi feito muitas vezes em razão de manifestações religiosas e tradições acerca dos mesmos, também em razão de especulações filosóficas, outros com ajuda de por exemplo, de investigações parapsicológicas, da Psicologia Transpessoal e Humanística bem como experiências clínicas e individuais. (por exemplo: Elisabeth Kuebler-Ross, ...)

Na práctica todas as religiões partem do princípio que o ser humano "continua a viver" não apenas nos seus descendentes e através de efeitos pós-culturais, e sim que ele continua a viver mentalmente como um indivíduo. Também o culto de ancestrais em (assim chamados incorrectamente) "povos primitivos" não são direccionados apenas a "continuar a viver" nos descendentes e sim geralmente estão convencidos da existência mental ou física real dos ancestrais no presente, até da presença em cultos ou também na vida terrena dos descendentes. Mesmo onde se imagina que o ser humano pode encarnar em outras formas de vida, até mesmo pedras ou outros, a regra da existência continuada como ser espiritual continuou a ser aceita. As novas religiões superiores salientam da mesma forma a continuação da existência; as mesmas vêem isso de forma ainda mais clara em altos estágios do que a físicas; as mesmas citam parcialmente possibilidades de contacto entre os estágios de existência, porém também sobre a respectiva problemática. Para a ascensão consciente para as altas esferas foram parcialmente desenvolvidas cerimônias precisas, conforme, por exemplo o "O Livro dos Mortos Tibetano", com o qual também, por exemplo C. G. Jung se ocupou. Em relação a questões sobre a reencarnação existem muitas e diferentes experiências e idéias relatadas.
Os cristãos estão de acordo com as outras religiões, no sentido que se continua depois da morte. Em casos individuais porém, já na era pré-cristã existiam diferentes opiniões, por exemplo na questão da "Pré-existência" da alma antes da Concepção ou da Reencarnação... . Existem hoje alguns teólogos que não acreditam mais na continuação da vida após a morte ou na "Vida Eterna" possível através de Cristo*; os mesmos se ajustaram a um pensamento baseado nas ciências naturais ou pesquisas, oriundo principalmente do século XIX e que já está ultrapassado há muito tempo.
Em relação a experiências prácticas sempre surge a consistente pergunta do homem "o que está escondido atrás (atrás da superfície exterior do mundo)? "
*A vida eterna para os cristãos, como promessa aos "Justos" , (Mateus 25:46), aos que seguirem a Jesus , (Lucas 18:29-30), e aos que crêem em Cristo, (João 3), não tem apenas um significado absoluto "do outro lado". No íntimo, tornamo-nos parecidos com Cristo "no Céu", mudando também a vida no "mundo futuro", o que também é mencionado em algumas partes da Bíblia.

No campo da medicina existem não apenas relatórios de pessoas anestesiadas ou aparentemente mortas que retornaram e relataram sobre suas experiências em outros campos de consciência. Existem ainda experiências científicas individuais que afirmam que, por exemplo, no momento da morte acontece uma perda de peso de aprox. 21 gramas. Na Antroposofia e Teosofia foi citado sobre a separação do Eu e do Ser "espiritual" e do "corpo astral ou emocional" bem como do "corpo etéreo e de energia de vida" e o corpo-fantasma do corpo físico, que é seguido por um ou Retorno a si próprio no nível emocional e depois no Eu e no estágio mental e mundo de causa, sempre com o Próprio em cima.

Especialmente no caso de suicidas foram relatadas conclusões científicas marginais e de mídia, onde os mesmos permanecem presos por um longo tempo ao ambiente terreno. Suas lembranças desagradáveis por isso não foram apagadas como eles assim teriam desejado.

O conhecimento actual poderia colaborar bastante para as pessoas se ocuparem com valores permanentes durante a vida no seu íntimo próprio, como por exemplo a Bíblia sempre recomendou. Quem viveu principalmente influenciado de maneira destrutiva, egoísta e cobiçosa, terá problemas em razão desta carga e irão se incomodar em razão dos atrasados. Quem, pelo contrário, conviver com seu semelhante de maneira atenciosa e aprendeu a apreciar o Criador como uma sua própria parte e de ajudar, irá ter boas experiências em razão deste carácter.

Se pode também questionar, como o Ser do homem trata suas habilidades aprendidas em vida, experiências e substâncias armazenadas em suas diferentes camadas, inclusive o corpo físico; também como são vistas estas diferenças. Também para esta pergunta existem relatórios na literatura, por exemplo Pfarrer Roesermüller (Pastor Roesermüller). Estes indicam que são "levados" algumas partes essenciais de todos membros do ser como também sobre como um sepultamento é melhor do que uma cremação por causa do processo citado. Mesmo uma dissolução de substância repentina observada em uma sepultura foi relatada.

Além disso existem relatórios da igreja examinados sobre "cadáveres que não de decompõem", por exemplo ainda hoje Bernadette Soubirius em Lourdes. Da mesma maneira existem diversos relatórios sobre "sepulturas vazias". Em tais casos pode-se determinar em grandes quantidades que estas pessoas levaram uma vida em íntima conexão com Deus.

Aparentemente em primeiro lugar não se pensou haver uma relação entre o sepulcro vazio de Jesus, este pensamento surgiu depois nas publicações esotéricas. Alguns eventos peculiares mais podem ser adicionados, que são mais difíceis de examinar, porém para não nomear todos como pouco sérios, podemos contar os mesmos. Certeza é que a matéria física ainda esconde inúmeros segredos. Pesquisas do campo da Química e da Física sacodem a afirmativa de que os átomos do corpo que presumimos ser relativamente imutáveis, o que aqui pode ser citado apenas marginalmente, pois necessitaria de um capítulo inteiro.

Além disso deveríamos pensar sobre os Apócrifos, tratados pela igreja como "heréticos", mas não considerados como 100 porcento correctos e por isso não incluído no cânone da Bíblia. Uma parte do chamado "Evangelho de nicodemos" descreve a "descida de Jesus ao inferno" após sua morte, suas influências lá sobre (bem emocional) a limpeza efectuada lá. Mais ainda seu encontro com as pessoas do Antigo Testamento é descrito como em algum tipo de paraíso (no caso mais no sentido mental/espiritual). Por um lado tais idéias podem ser encaradas como razoáveis, mas elas também podem ter sido visões verdadeiras, que podem ser em parte directas, em parte simbólicas.

Como imagem o sepulcro mostra fases do caminho de Cristo uma transformação do cadáver de Jesus (que já tinha sido "refinado espiritualmente durante a vida) e eventos paralelos de ser elevado liberado da consciência corpórea terrena. A origem de um "novo Adão" integrado novamente é indicada aqui. Também está repleto de simbolismos que, segundo as tradições correspondentes de que "Adão e Eva" teriam sido enterrados naquela região de Gólgota (Sítio dos crânios").

Ainda não está esgotado também o significado do relato em  João 20,11-18, onde Maria Magdalena descobriu o sepulcro vazio em primeiro lugar e reconheceu Cristo em um estado intermediário*. No contexto mental ela parece simbolizar aqui o papel de Eva. – *"Não me toqueis, pois eu ainda não subi ao Pai." Aqui existe uma diferença relativa a aparição posterior como ressuscitado, onde ele por exemplo permitiu a Tomás explicitamente que o tocasse. O corpo morto parece ter sido animado pelo espírito de uma nova forma. Embora as tradições não forneçam absolutamente nada para especulações sobre Jesus como ferido que tenha sido curado. Sua aparência tinha sido muito modificada e as reacções de Maria Magdalena não indicam que estas alterações tenham sido causadas por diversas crostas e ferimentos, que seriam óbvias. Mesmo as duas ervas utilizadas por nicodemos, seriam nesta combinação apropriadas e normais apenas para embalsamamento de mortos. O que aconteceu nesta ocasião não se ajusta ao esquema de vida e morte no sentido clássico; e nem também ao esquema de experiências limites entre a vida e a morte já conhecidas anteriormente. Isto também tem um significado para o futuro, ver "O Apocalipse de João".

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A ressureição.

O sepulcro vazio e a ressurreição de Cristo são o máximo desafio para a consciência de muitas pessoas – por exemplo João 20, 11- João 21. Suas experiências, que as pessoas devem morrer e a tendência explicável de suprimir o inexplicável, vias materialistas de pensamento único sobre a vida, tese que é antiquada mas continua a ser ensinada nas escolas, são algumas das causas predominantes para isso .

Apesar disso existem vozes justamente das linhas dos interpretadores histórico-críticos que determinaram que os relatórios sobre a ressurreição são os melhores testemunhados no início da cristandade, e são até melhores que outros relatórios sobre a vida de Jesus; são relatadas as aparições de Cristo em diferentes sítios em uma nova aparência que não foi reconhecida imediatamente com algumas novas características, porém perceptível para todos que apesar disso com olhos físicos e isto iria trazer consequências. 

Uma das consequências disto seria olhar para o estado de Jesus descrito na Bíblia, requerendo transformações reais do cadáver de Jesus – espiritualizado em vida – e/ou do "corpo" de Jesus após a morte (os assim denominados "fantasmas" são normalmente invisíveis). Estados de consciência humanos surgidos na sequência da evolução humana poderia perder esta capacidade de separação: "Separação" é o significado ao pé-da-letra da palavra "Pecado". A separação foi também uma separação das pessoas e Deus, sua origem. Assim a "Parte inferior" do corpo pode ser incluída novamente nas outras partes do ser em Cristo. Ver o capítulo anterior: "e o sepulcro estava vazio".

"Em 3 dias irei reconstruir este templo". Ele porém falava sobre do templo do seu corpo": Após – neste aspecto como em outros – subir o Ser dentro de outros mundos de consciência ou seu núcleo mais íntimo (ver último capítulo), uma nova criação de níveis do Ser inclusive um corpo físico poderia seguir-se, sem secções "inconscientes".

De acordo com a perspectiva antroposófica (de Rudolf Steiner), o corpo ressuscitado é também de Cristo como "Novo Adão" - 1. Cor. 15:45-47 -recriado, e como oportunidade de desenvolvimento desde sempre presente no Homem (o designado "fantasma primordial" no sentido físico). Mesmo nos círculos teosóficos (A. Bailey) a ressurreição é considerada como uma real recriação. Quão inacurado o ponto de vista teosófico pode ser em alguns detalhes em partes, os teólogos cristãos devem se perguntar, por que eles mesmo não desenvolvem tais imaginações (ou mesmo mais correctas?)? – que no mínimo seria apropriada para uma cultura geral ampla como a de hoje em dia. A hesitação de alguns teólogos em levar a ressurreição a sério em tudo, não é suficiente hoje nem mesmo para cumprir este critério. 

Aqui seja notado que o "Corpo da ressurreição" como pertencente real ao Ser não pode ser equiparado ao "corpo aparente" (Mayavirupa) da literatura esotérica, que alguns mestres afirmam produzir algo semelhante a uma roupa para se tornarem visíveis. De toda forma, se concorda que aqui é mostrado o domínio do espírito sobre o corpo. Também os modernos ensinamentos algumas vezes formulados sobre "corpos luminosos" mostram algumas similaridades. Isto se relaciona, entre outros, com o que surge quando os níveis superiores do Ser se espelham no corpo físico. Isto forma uma ponte para entrar nas realidades além da consciência física sem abandonar o corpo físico, também chamado "Merkabah" em hebraico;  ver J. J. Hurtak "Die Schlüssel der Enoch" (em português "A chave de Enoque) e "Die synoptischen Evangelien" (em português: Os Evangelhos Sinópticos). Zentrum d. Einheit Schweibenalb, CH-3855 Brienz. Se desenvolveu um movimento organizatório, que não é limitado a nenhuma organização: "Trabalho luminoso" que deseja ajudar de diversas maneiras este período de passagem nestes tempos difíceis com forças espirituais. Apenas a tentação é grande, alguns novos exercícios iriam cumprir todas as esperanças para a assim chamada "Ascensão". Na verdade nada trabalha sem um desenvolvimento holístico, inclusive um amadurecimento no carácter. Ver também o próximo capitulo.

As idéias sobre a reencarnação, que é a repersonificação da alma em um novo corpo, como visto nas mais diferentes religiões em uma ou outra forma, seria uma "oitava" mais baixa, incompleta no evento da nova ressurreição e não idêntica com a mesma. Ensinamentos de uma pré-existência da alma antes da fecundação e também os ensinamentos da repersonificação estavam largamente disseminados no pré-cristianismo, segundo Rufino, até como regra geral. Porém é interessante que mais tarde não mais foi dado ênfase especial a este conceito. Isto não é apenas devido as circunstâncias que as pessoas devem se concentrar mais algum tempo na vida terrena (como R. Steiner escreve) como também não apenas a eventuais esforços de papas ávidos de poder, de fazer as pessoas dependentes do limite de uma vida, como os outros autores espirituais assim presumem. Aqui se podem achar mais outros fenômenos mais significantes sobre isso. O mais importante é que as pessoas ancoram a concepção da Ressurreição em si próprios. Mesmo que isso na práctica pareça um castelo de nuvens, então a reencarnação recebe o carácter de um processo final de aceitar Cristo por alguém. O Cristo ressuscitado não precisou nascer novamente para aparecer de novo para as pessoas. Muitos (não todos) grupos cristão criticam as idéias da reencarnação, isto pode ser reconhecido como a idéia das leis "psico-mecânicas" inflexíveis do destino, no mínimo se visto como um fim em si próprio, não corresponderia ao exemplo da vida de Jesus. Isto porém não significa que a reencarnação nunca tenha podido existir ou que não possa existir hoje. Muitas das antigas e contemporâneas assim chamadas "Experiências de reencarnação" não podem ser explicadas – mesmo quando todas estas experiências não estejam ligadas a uma reencarnação real e sim em outros determinados outros factores. Mesmo no campo cristão as experiências relatadas parecem ser casos especiais, neste caso o de João Baptista. Ao invés de assumir as funções de Elia (como interpretado na maioria das vezes), Jesus disse apenas "Ele é" (no sentido de Deus estar presente nele). Isto seria porém o papel de estar sendo enviado novamente para uma tarefa especial de maneira a ajudar as pessoas e não o circuito obrigatório de um prisioneiro na roda dos nascimentos. Além disso no campo do misticismo cristão, também lá onde a reencarnação é aceita como um facto (como com Lorber), muitas vezes a maior importância de novas vias de aprendizados em outras dimensões é realçada. Hoje em dia as pessoas podem aprender imensidades em uma vida humana. Reencarnação como normal purificação/desenvolvimento, eventualmente com novas tarefas relativas as pessoas ao redor, no mínimo não precisaria mais ter o carácter antigo automático. Aquelas idéias antigas podem ter sido a causa de ver os ensinamentos sobre a reencarnação suspeitos como não-cristão, em adição as idéias de outras religiões sobre a reencarnação na consideram o papel de Deus e Cristo. Isto porém não significa seria mais apropriado ver todos os fenômenos, afirmados principalmente por outras religiões, como não relevantes para os cristãos. A natureza de todas as pessoas no corpo, pensamento e espírito é em primeiro lugar a mesma, e demais comparações podem ajudar a todos a aprender uns com os outros sem igualitarismo.

Sobre o efeito mecânico de concepções sobre Karma e reencarnação já foi descrito no capítulo "A crucificação".

Hoje em dia se podem encontrar personalidades acentuadas que tem mesmo pouca similaridade com os pais desde que se tornam jovens adultos. Muitas vezes as mesmas parecem como se tivessem tomado a forma de uma outra cultura antiga para o seu corpo actual mais fortemente que o usual. Isto pode estar associado com uma grande importância do ser psicológico/ intelectual em comparação com a conexão com os ancestrais e suas heranças. R. Steiner pensam até em uma conexão com o trabalho de Cristo.

Apesar deste fenómeno não existe razão para ver o trabalho de Cristo em um realce de monotoneidade das partes psicológico/ intelectual, e sim um impulso de refinar todas as partes incluindo o corpo e colocá-las em nova harmonia. O espírito, alma e corpo devem estar ajustados entre si (o que hoje em dia seguramente não pode ser encontrado em todos lugares). Precisamente o caminho para a Ressurreição não pode ser apenas entendido ou cursado através de um trabalho espiritual "destituído de corpo", sendo que o corporal se torna espiritual e o espiritual se faz corporal – ele só começa além de todas as subjectivas adaptações intelectuais. Veja por ex., Lucas 24:36-43.
Uma ideologia de cancelamento das múltiplas nações, etc. em uma humanidade tornada homogénea é tão diferente deste impulso quanto a ideologia de uma raça de senhores discriminando toda as outras. Existem partes e o todo; o que pode naturalmente ser visto porém hoje em dia tudo deve ser processado de maneira consciente.

O lema de Cristo é "vede, eu farei todas as coisas novas". Mesmo quando ele se dirige no final ao núcleo da individualidade, onde a pessoa "não é nem judeu nem grego..." e sim um ser humano que não pensa de maneira unificada se super-consciência humana e sim com os pensamentos que Deus pensa e realiza através das pessoas como indivíduos. A individualidade pode iniciar a geração de novas comunidades, que não estão atadas a antigos conceitos de família e profissão. Além de novas relações a pessoa pode fundar novas comunidades que não pertencem aos antigos níveis de família e laços. Dentre as novas relações feitas no espírito se pode ser também as "antigas", livres de compulsões inconscientes, transformadas em decisões livres.

Em conexão com os comentários nos efeitos mundiais através dos campos de força, como por exemplo no capítulo sobre a crucificação, aqui se deve meditar que depois de Cristo já ter passado por estes passos, eles todos e simultaneamente estão "lá". Mesmo que os passos de Cristo e sua sequência permanecem, uma "Experiência da Crucificação" é algo diferente depois que apenas o "impulso da Ressurreição" esteja a ser irradiado através do mesmo. Não é caso de subentendidos que mesmo a mais séria compreensão da morte física deve ocorrer antes que a "Força da Ressurreição" possa actuar. Experiências místicas dão suporte a isso, a força de ressurreição pode ser experimentada como uma força de atracção atrás de tudo, mesmo os passos mais simples. Em outro maneira, R. Steiner achou que o evento da Páscoa funciona hoje como uma unidade, outras descobertas como uma "eterização do sangue" foram anexadas.
Também o que o "Sucessor de Jesus Cristo" desenvolveu junto com Ele, desempenha hoje um papel.

Neste contexto é de interesse que existem novas tentativas que, como Cristo, não concordam com a tese geral de mortalidade natural, compulsória do corpo. 

O filósofo e adepto de ioga hindu Aurobindo trabalhou em uma direcção similar após a sua transição através da experiência do Nirvana e tentou baixar "forças supra-mentais para a vida terrena". Sua parceira espiritual, a "Madre" Mira Alfassa pode penetrar desta maneira em camadas desconhecidas do corpo físico, por exemplo nas células que contém memória que tem relação com os antigos programas da morte. Ele experimentou isto como um "trabalho em um corpo da humanidade".  

De outra maneira Rudolf Steiner falou sobre novos elos de Ser de nível superior novos ou "Corpos" nestes campos acima da mente, que permitiu depois trabalhar os detalhes das antigas partes etérea, emocional e material do ser humano um depois do outro voluntariamente. Ele denominou as novas partes superiores desta maneira: "Espírito Próprio, espírito de vida, ser espiritual" (não foi verificado como os livros em português traduziram isto). Poderia haver a impressão que esta profecia seria realizada após longos períodos de tempo. Uma comparação com o corrente desenvolvimento/ evolução mostra porém que isto pode ser parcialmente relevante já hoje em dia.

No budismo esotérico estes "corpos" elevados foram tratados no mínimo como possibilidade para Buda, ou seja: "Dharmakaya, Sambhogyakaya, Nirmanakaya". Nas diversas direcções não existem perspectivas de meta unificadas, métodos nem resultados. Porém o que está claro é que diferentes pessoas entram nos mesmos sectores de trabalho de maneira independente entre si, de maneira que a pessoa pode avaliar isto com alto grau de realidade.

Aqui foi adicionada uma outra experiência vinda do nosso século: Carl Welkisch, "Im Geistfeuer Gottes" (no fogo do espírito de Deus). Como um místico de sensibilidade incomum ele sentiu, confirmado por visões, o dever de que agora também a matéria corporal de Deus pode ser transformada e ele era uma ferramenta para isso. Desde que ocorre com muita frequência que pessoas com "Tarefas vindas de cima" extraordinárias, por exemplo, possam pensar que são os únicos, enquanto que a distribuição de deveres por Deus é muito mais complicada, é muitas vezes mais fácil denomina-los de "malucos". Quem está familiarizado com este tipo de experiências místicas pode porém reconhecer que as experiências foram de real significado apesar de possíveis restrições subjectivas. Isto também é válido para Welkisch.

"Immortality", (imortalidade) é pregado por novos grupos terapêuticos/espirituais especiais principalmente nos EUA. Eles tentam "curar as idéias da mortalidade". Além disso eles tentam contribuir com técnicas de respiração como Rebirthing – para processar o trauma do nascimento – através de alimentação saudável e outros para fazer um prolongamento real da vida, um positivismo que busca a colaborar com a vida irradiante. Mesmo que nestes círculos Cristo é citado bem a margem existem lá também cristãos como a mórmon Annalee Skarin que escreveu sobre a desmaterialização e rematerialização do corpo, aqui relacionado com sua conexão com Deus.

Outros, nos campos da medicina, pesquisam sobre métodos com hormónios para um determinado rejuvenescimento. Este desenvolvimento contém motivos razoáveis. Nem todos podem ser classificados como suspeitos de megalomania.

Entretanto se deve reflectir que Cristo poderia desejar considerar o ser humano completo, e não um culto referente a vida do corpo físico como um valor isolado e mais elevado. Ele também não recomendaria uma práctica isolada para dar vida a células e sim uma cura conjunta do corpo (inclusive os órgãos, células, etc.) e os campos espirituais das pessoas. E Cristo também acha que é uma questão de liberdade para viver e não uma compulsão de viver. Isto é apenas mencionado como uma possível fonte de dúvidas durante sua peregrinação e não para implicar que estes grupos sempre iriam aos extremos.

A "força de ressurreição", vivida com Cristo, que se colocou a caminho visível e completamente, parece ser o "fermento" real de um desenvolvimento harmónico nesta direcção. Muito do que ele apresentou como gérmen, não está ainda conectado. Por isso faz sentido se relacionar com Ele de maneira consciente.

Nestes tempos a "Ressurreição" não é apenas uma experiência espiritual. Isto pode renovar tudo na vida de maneira permanente; por isso um dos grupos de nova revelação pouco conhecido, o "Lichtzentrum Bethanien" (Centro de luz Betânia) no cantão de Sigriswil na Suíça, publicou o termo "Vida de Ressurreição" no seu jornal "Lichtbote" (Mensageiro da Luz). Após o "portão estreito" da cruz vem a abundância. Jesus realçou que seu caminho seria acertado depois das acções. Apenas alguns progressos no caminho pessoal dos "Seguidores de Cristo" apenas podem fazer estes passos ainda mais avançados se tornar basicamente compreensíveis. Como já vimos este caminho não é uniforme nem ascende de maneira uniforme até um único pico; e sim mostra-se ao interessado como uma preparação guiada divinamente de um prédio complexo onde cada nova pedra é montada sobre a anterior. As pedras são as capacidades no Ser do Homem, que sobrevivem aos prédios construídos exteriormente. Quando o homem pré-histórico foi criado para ser completo, de acordo com as revelações das diferentes escrituras sagradas, então ele/ela pode se tornar novamente "Completo como o Pai no Céu" após a transição entre os livres jogos e dramas do mundo incompleto, prometeu Cristo aos seres humanos. Isto é válido não apenas para os passos mais simples no caminho e sim mesmo para o passo da ressurreição – ele não assentou limites e nem declarou os limites de compreensão que devem ser medidos. Ele mesmo assentou novas medidas, ver as palavras "Eu sou ..." nos Evangelhos: "Eu sou o Pão da Vida", "Eu sou a Luz do Mundo..."; "Eu sou a porta"; "Eu sou o Bom Pastor" e também "Eu sou a Ressurreição e a Vida", quem crer irá viver (eternamente), mesmo se morrer logo depois" ou seja: não apenas depois do "Juízo Final", como algumas direcções cristãs afirmam; "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida"; "Eu sou o galho direito da videira e meu Pai é o vinhateiro ... vós sois as vinhas..."; "...Eu sou um Rei, nascido para isto e vindo ao mundo para testemunhar a verdade". Cristo é o EU SOU real na pessoa, para bem distinguir ego egoísta do dia-a-dia.

Na crença judaica existia uma ressurreição ou ressuscitação, mas só no fim dos tempos. Na teologia cristã tradicional a ressurreição é vista como uma nova possibilidade através da crença em Cristo - sem que no entanto se trabalhasse na respetiva compreensão para além da Última Ceia. No âmbito das considerações teológicas críticas modernas pode-se já ver como avanço - em relação a uma direção teológica anteriormente materialista, que queria explicar simplesmente tudo o que era dificilmente imaginável - a nova conceção da ressurreição como "metáfora" = transmitida num sentido alegórico. (Hans Kessler, compilação "Ressurreição dos Mortos"). Algumas pessoas gostam de utilizar tal aproximação para o dificilmente imaginável, mas não aquelas que se encontram na posição de acreditar diretamente na ressurreição como uma realidade interior e exterior. Esta crença de simples cristãos corresponde, em parte, mais ao estado de pesquisa e entendimento atual de muitas áreas, tal como é concebido nos nossos estudos. Quem vê tudo apenas "metaforicamente", sendo afetado, em primeiro lugar, segundo os nossos estudos, apenas no sentido de uma construção emocional; a ação de salvação, que também hoje se pode estender ao corpo, pode, no mínimo, ser adiada e/ou diminuída.

Sobre isto temos na página em inglês e alemão um resumo do Evangelho de São João 20. Duas das aparições de ressuscitados

Pergunta:
Procuro compreender, com Deus, como é que o poder da ressurreição pode ser proveitoso atualmente?

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A "Ascensão".

Anotação: Em inglês os termos "Ascensão" e "Subida" são idênticos: Ascension. A   "Subida", como é a palavra utilizada pelas tendências espirituais modernas ou "Trabalhos de Luz", mostra porém um vínculo com o capítulo anterior, a ressurreição, ver no respectivo capítulo.

Quando Jesus iniciou os 40 dias de retiro no deserto logo no início de suas pregações, ele concluiu sua actividade visível na terra nos 40 dias após a Páscoa, no qual ele surgiu para as pessoas em diferentes e remotos sítios.

Após uma última ceia e conversação, "Ele levou eles para fora em direcção a Betânia e abençoou os mesmo ao levantar as mãos. Quando isto aconteceu, ele se separou deles ao abençoar os mesmos e se dirigiu ao céu" – Lucas 24, Marcos 16. "...Ele se elevou mais e mais e uma nuvem o tomou e escondendo-o de suas vistas... Lá estavam com eles dois homens em vestes brancas que também disseram "...Este Jesus, que foi levado para o céu irá retornar como vós haveis O visto indo em direcção ao céu." " (Apóstolos 1). Obviamente os apóstolos distinguem claramente entre os 40 dias onde Cristo estava repentinamente entre eles e depois desaparecia e o tempo depois onde eles se sentiam reunidos em seu espírito embora sem sua presença pessoal.

Cristo anunciou que iria para o Pai. Apenas depois da Ascensão Ele disse que sentava "a direita do Pai", ou seja: com Deus no mesmo nível, fora do "Além" alcançável pelos homens. Aqui um ponto sugere onde Cristo está universalmente com Deus. Deus está. "Eu sou o que Eu sou"; ele é omnipotente e também generoso, vivo ponto de partida de todas as forças e seres e também para si; ele está fora do espaço e mesmo assim omnipresente; ele é eterno e também a realidade oculta em todo tempo. Isto não significa que Cristo se dissolveu em nada, ele está mesmo agora em toda parte. Também a ponte entre os homens e Deus ao se ajustar a Cristo continuou a poder ser experimentada na vida – "Orai ao Pai em meu nome". Isto também é uma realidade de tipo singular também independente de das idéias respectivas sobre os eventos de há 2000 anos atrás.

Os discípulos tomam conhecimento de sua elevação a Apóstolos, que estão na terra para Cristo. Cristo aparece agora neles, mais forte na sua aparição. Seria incorrecto avaliar esta situação de maneira apenas exterior, como se nada mais tivesse acontecido do que um professor que não estava mais presente e eles tivessem que continuar com o projecto sozinhos. Caso o papel possível independente da ascensão seja incluído, isto poderia ser declarado como universalização do trabalho de Cristo. Uma comparação para isso seria um holograma, onde cada parte da imagem contém por seu lado a imagem completa. Lembrete: Com esta comparação não é intencionada para ser incluída em qualquer tipo de filosofia holográfica, segundo a qual a pessoa seria igual a Deus de qualquer maneira, com a consequência que não precisaria se esforçar para ser iguais a Ele – o que é similar a aquela idéia de tipo de redenção que esquece que a redenção é como uma semente que quer ser tomada por primeiro pela decisão individual e cumprimento.

Em adição aos próprios relacionamentos das pessoas, o mesmo recebe também relacionamentos de Cristo. Basicamente o impulso que foi iniciado por Jesus durante a sua vida como possibilidade pode ter sido selado com a Ascensão para o uso de seus discípulos e depois para Todos. Assim no capítulo sobre o baptismo no Jordão sobre a possibilidade de Cristo a tomar forma na pessoa foi indicado. Ou seja: o que Cristo trouxe e elaborou tem agora uma natureza complexa comparado com os trabalhos da humanidade. O mesmo está ancorado em Deus, não apenas no campo "morfogenético", ver o capítulo "A crucificação". Uma outra maneira de expressar isto de forma aproximada seria dizer "Deus leva tudo Consigo".

Paulo é conhecido hoje por causa de alguns de seus costumes tradicionais. Isto é algumas vezes realçado de forma exagerada por interpretações singulares, embora suas experiências visionárias sejam autênticas. Ele pode reconhecer no seu caminho como também no Evangelho de João, etc. que o papel de Cristo ia para além do papel para o Judaísmo e que mais que o Judaísmo foi escolhido como ponto de partida para o Cristo Universal, para sua contribuição para todas as pessoas. Compreensivelmente esta foi uma das primeiras discussões entre os discípulos.

Declarações da igreja tendem a equalizar a igreja e o "Corpo de Cristo" se o restante da humanidade for acrescentado a isto em sentido mais amplo. Declarações antroposóficas vêem claramente a humanidade como o Corpo de Cristo. As escolas teosóficas, que não têm base exclusivamente cristã, vêem em parte o papel de Cristo para toda a humanidade, mesmo que encarem Cristo na maioria como apenas no papel de "Mestre do Mundo".

Os novos grupos de revelações cristãos, especialmente a "Vida Universal", vêem hoje um papel de Cristo também para os seres não-humanos, com a consequência que o destino da terra não será mais decidido pelo homem. Porém aqueles que não são uma parte do problema em primeira linha, terão seguramente o seu papel, como dito no sermão da montanha. 

Onde alguém fizer algo realmente "Em Cristo", seria feito também algo para Cristo e, correspondentemente, para o mundo.

Quem realmente se conecta com Cristo e a direcção de Seu trabalho (que as pessoas não podem modificar arbitrariamente), simplesmente não seria capaz das muitas teorias, conceitos e acções que foram usuais nas igrejas durante todos estes séculos. Cristo, segundo os testemunhos da mística, não pode ser "tomado" para tentativas opostas, consciente ou inconscientemente.

De onde as igrejas encontraram forças para guerras, perseguições e ódio, neste caso na maioria a serviço de forças seculares, isto pode ser considerado por si próprio com sua própria terminologia. De acordo com as experiências geralmente conhecidas nos movimentos espirituais como Luz podem ser encontradas também algumas "sombras". Porém se tornar uma ferramenta das sombras, ao invés de colaborar consigo próprio e também nos outros nestas sombras, as exigências cristãs são de escárnio.

Depois de todos novos relatórios, neste caso o Documento final do conselho ecumênico europeu "Paz na justiça para toda Criação" em 1989, pode ser reconhecida a tentativa de um trabalho conjunto. A tradução está disponível na EKD na cidade de Hannover.

Também a "Ascensão" pode ter um significado real no âmbito dos "Seguidores de Cristo". Os Rosacruzes, por exemplo, experimentaram a queda das nuvens do céu sobre eles em imagens e sonhos. Uma experiência única ou repetida deste tipo não significa entretanto que a pessoa cumpriu este passo completo na vida, isto significa primeiro simplesmente, como nos outros passos, que esta qualidade começou a agir fortemente em si próprio.

"Ascensão", na qual para empatizar são requeridos muito desenvolvimento espiritual, onde não se pode confundir com o transporte técnico até "UFOS" (objectos voadores não-identificados). Para os antigos tipos de "Levar" dos profetas bíblicos isto não será muito provável, se outras possibilidades espirituais forem consideradas (ver no capitulo "A Ressurreição"). Com isto este ponto de vista não está aqui para negar a possível existências destes "UFOs", os quais, segundo inúmeros relatos visuais internacionais pode ser a maneira de aparição de astronautas extraterrestres* e que algumas lendas podem referir-se a fenômenos similares tanto de tipo positivo quanto negativo e que eles provavelmente terão um papel também no futuro. A tentativa de alguns círculos de identificar os desenhos espirituais nas rochas com círculos, etc. com naves espaciais, é porém absolutamente exagerado e extrapola assim nossa capacidade de imaginação de uma civilização técnica/materialista. Mesmo se a humanidade precisasse de ajuda divina de diferentes tipos, a mesma deverá fazer no final a acção salvadora por si própria. Através de avanços na Existência, acção e consciência, o povo da terra podem sobreviver e achar seu trabalho e cumpri-lo. Nada, nem mesmo uma qualidade própria exterior, poderia substituir o crescimento dentro dos campos avançados da consciência. Aqueles esforços que levaram, por exemplo a nave Challenger e o seu acidente de advertência aparece com uma pobre cópia parcialmente do que realmente é necessário.
* Observação: do lado eclesiástico, por ex. do teólogo Monsignore Corrado Balducci (Vaticano) foram tecidos vários comentários sobre o assunto. Além disso, pressupôs-se frequentemente do lado da Igreja apenas um fenómeno psíquico e/ou sociológico. O jornal oficial do Vaticano "Osservatore Romano" continha o seguinte em Maio de 2008: "O universo é composto por mil milhões de galáxias, que são formadas por centenas de milhões de estrelas. Como se pode excluir que não se tenha desenvolvido vida noutro lugar também? Não podemos impor limites à liberdade de criação de Deus. Quando vemos com Francisco de Assis as criaturas da Terra como irmãos e irmãs, porque não devemos falar também de irmãos fora da Terra? Possivelmente viverão outros organismos inteligentes em total harmonia com o seu Criador."

Não se intenciona passar por cima do facto que também o desenvolvimento técnico é necessário, para por exemplo, substituir a energia atômica hostil, alguns outros tipos de radiações electromagnéticas, "engenharia genética" entre outras tecnologias. Nenhuma "técnica" espiritual pode "forçar" a salvação. Quando acontece aquele crescimento citado em uma consciência complexa no sentido de Cristo, então isto deveria ser um crescimento orgánico e nenhuma manipulação técnica. Nenhuma "técnica" espiritual pode "forçar" a salvação. Treinamentos de diferentes tipos querem no final, depois que seu papel foi desempenhado, ser colocado a parte; apenas aquilo que recebe a si próprio, o que se tornou é que é contado no final. Absolutamente impossível é "consumar" Deus passivamente e parcialmente no subconsciente nas problemáticas "Brain-Machines"– electrónicas, na verdade: Aparelhos de manipulação cerebral . 

Em primeira linha Cristo é tratado no seu papel específico na terra, porém também manifestações em outros níveis de existência e outros sítios no Cosmos devem ser levados em consideração: "The Urantia Book"/ EUA; porém não existem dúvidas sobre o seu trabalho especial nesta terra física bastante densa. Para isso ver os livros "Analekta" 1 e o 2. "Analekta" (apenas em alemão) podem ser adquiridos, como pontas de estoque, perante: Mag. Alois Thurner, Staudach 103, A-8230 Hartberg, Áustria.

Os teólogos resumiram a entrada de Jesus numa "nuvem" com lugares do Antigo Testamento (2.Moisés 13:21 e 40:34). Converteram o júbilo subsequente dos discípulos num novo tipo de Cristo do presente, claramente testemunhado, que é visto por alguns como extremamente real e por outros como um pouco subjetivo.

Sobre isto temos na página em inglês e alemão um resumo do Evangelho de São Lucas 24 com comentários : A Ascensão.

Pergunta:
O significado atual ou futuro da ascensão ao Céu é uma questão que afeta a minha comunicação com Deus?

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Os acontecimentos de Poentecostes.

Antes da crucificação Jesus anunciou que ele estava indo embora para o Pai; o Espírito Santo, o "Consolador", o "Espírito da Verdade" iria sair do Pai – João 14,15,16.

Aprox. 10 dias após a ascensão, a comunidade pré-cristã estava reunida para orações em Jerusalém. "De repente como um repentino golpe de ar violento veio do céu e encheu toda a casa... Então viram algo semelhantes a línguas de fogo separadas e assentaram em cada um deles e todos foram preenchidos pelo Espírito Santo e começaram a pregar com outras línguas..." - Actos 2. Com tais palavras ninguém descreve um sentimento comum de estar em paz após a oração . Achamos reminiscências disto nas prácticas das igrejas pentecostais e dos Quakers. O primeiro evento de Pentecostes segue aqui um sinal perceptível exteriormente do que foi descrito no capítulo sobre a Ascensão, a extensão da efectividade de Cristo nos discípulos e Cristo a ser dividido. No caminho de "Enviar para baixo" o Espírito da Verdade é dividido novamente algo com um efeito mútuo de Deus e Cristo. A respeito deste primeiro evento de Pentecostes pode ser visto também como o primeiro sinal de uma "Segunda Vinda de Cristo" iniciando no mínimo uma aproximação. Mesmo deste ponto de vista se deve esperar que a "Segunda Vinda de Cristo" profetizada significa algo diferente de uma segunda personificação como ser humano.

Comentário: O "Consolador" ou "Espírito da Verdade" falando estrictamente, não pode ser facilmente entendido com o "Espírito Santo", ver abaixo: "Sophia".

- O "Espírito da Verdade" surge como um pedaço do próprio Cristo, que relembra a comunidade à ele mesmo e as suas palavras, e possibilita agora aos discípulos continuar a sua obra pela terra. Basicamente desde então não é mais considerado sério tratar de questões religiosas e filosóficas apenas no sentido histórico e literário e derivação mental . Sobre isto se escreveu muito. Outros factores também estão em trabalho, também dentro do ser humano e para sentir sinceramente estes factores, é a meta principal destes escritos.

A herança do criador, do pai do ser humano, providenciada pelo "Nascido de Deus" – Evangelho de João 1 – é oferecido na vida de Jesus, dado para aqueles conscientes da interiorização e desde o Pentecostes, a herança de Cristo em si está ancorada naqueles que permaneceram na terra.

- O Espírito Santo como uma qualidade divina "maternal, feminina" espiritual/inteligente e (energia foi encontrada em diferentes níveis da existência e manifestações já antes da vida de Jesus na terra) fora da pessoa e também no seu efeito inspirador sobre as pessoas.
Existem mesmo relacionamentos para com o „Maná Celestial "" (Êxodo, Deuteronômio., Números, Salmos, Nehemia, Josué, João, Carta aos Hebreus, Apocalipse).

Mas não é completamente incorrecto se os termos "Espírito da Verdade" e "Espírito Santo" sejam equalizados mais frequentemente do que o usual, com respeito a experiências prácticas. Acontece cada vez com mais frequência que as forças divinas trabalhem em conjunto e depois como uma unidade; como também o ser humano, que originalmente foi "criado a imagem de Deus", pode ter a experiência da diferenciação da consciência e depois fazer novamente a integração novamente de seu ser.

Dessa maneira também a vida compartilhada da humanidade e terra podem surgir realmente em uma dimensão que hoje em dia quase não pode ser calculada, como aqui indicado nos próximos capítulos no Apocalipse – sem pensar que este futuro poderia ser adaptável em conjunto dentro das possibilidades contemporâneas da imaginação.

O "Espírito Santo" não é simplesmente um espírito ou fôlego de vida, vitalidade. É aconselhável seguir sua aparição gradual no caminho de Cristo. Ele é denominado em conexão com a concepção de Maria, no mínimo no sentido de uma participação com respeito a um evento individual.

Se pode achar naquela referência, onde Cristo, estando presente pessoalmente no seu corpo de ressurreição, "soprou" os discípulos e disse "Recebei o Espírito Santo" (João 20, 22) – que também está a actuar aqui através dele. Uma limpeza da capacidade de percepção deles ou, em sentido mais profundo, da consciência deles pode ser visto como pré-requisito para a responsabilidade que vai ser transmitida a eles ou que os tornou consciente disso: "Perdoar pecados ou (não fazer nada)". Esta consciência, de acordo com místicos como J. Lorber definido por Cristo como efeito do Espírito Santo não é aquela mistura de temores moldados biograficamente, que muitas vezes é confundido com a consciência, atrás do qual porém pode estar oculta muitas vezes uma parte de consciência genuína. Consciência no sentido mais puro é a consciência interior de guia de cada pessoa.

No primeiro evento de Pentecostes o Espírito Santo agiu de maneira impessoal, directamente "cósmico", porém em diversas maneiras de acordo com as diferentes possibilidades das pessoas dos penetrados por ele ou de acordo com as diferentes condições dos interessados e do mundo (para encontrar exactamente os pontos feridos, para limpar os mesmos ao olhar para o mesmos, para reconhecer as diferenças e verdades essenciais para melhor aumento, são qualidades da consciência que parecem ter sido activadas pelo Espírito Santo. Onde a limpeza de coisas confusas não parece ter muita importância, a mesma força mostra a si como de formação criativa, formando comunidades, aperfeiçoando e levando a Deus.

Mesmo o século 19 com seus diferentes momentos de despertar em igrejas e movimentos de novas revelações, como também no século 20 deixam reconhecer sempre novas irradiações do Espírito Santo e seus efeitos resultantes. De qualquer maneira é destacado que os impulsos cristãos e do Espírito Santo já mostram há muito tempo passagens para este campo, onde o Apocalipse de João se ocupa, que se volta para o desenvolvimento maior.

Nestas secções da história dos apóstolos (Actos) e as outras discípulas, inclusive Maria e outras mulheres, estão sempre reunidas para "oração e imploração a Deus". O papel das mulheres – se falando ou, como Paulo "silenciando", deve ter sido indispensável por diferentes razões. Elas eram, por exemplo, emocionalmente mais receptivas a finas influências e podiam certamente indicar isso de maneira verbal ou não-verbal às pessoas em redor. Também hoje em reuniões de todos os tipos, mesmo espirituais, pode ser vista a diferença quando estão presentes não apenas homens e sim mulheres também participam. Lá onde não for uma questão de comportamento imponente masculino, o evento pode progredir de maneira mais inspiradora e afogueada, pressupondo que se participe do evento interiormente. Nos campos antroposóficos e dos Rosacruzes, Maria a Mãe de Jesus é vista como a fonte real, através da qual o Espírito Santo podia ter efeito sobre os discípulos.

Aqui encontramos também o segredo de "Sophia", a "Sabedoria" do Antigo Testamento, uma forma de expressão feminina do poder divino. No campo da igreja ortodoxa Maria é muitas vezes identificada como Sophia. O "Sofiólogo" e visionário Solowjoff teve uma experiência com ela como ser se aproximando não até o nosso tempo como foi descrito para Cristo (por exemplo x "Retorno etéreo de Cristo" de Steiner em 1909, entre outros). Como Jesus e Maria em pequena escala, assim podem o "Cristo Cósmico" e Sophia como Mãe Celestial serem vividos misticamente. Ver também: Hildegunde Wöller "Um sonho de Cristo". O contexto também pode ser descrito deste modo: o lado "maternal" de Deus ajuda os homens (por Ele criados) a subirem ao Criador, assim como Deus se aproxima da criação.

Teólogas femininas citaram o Espírito Santo sendo tratado como se fosse feminino na língua daquele tempo. Maria e/ou Sophia poderiam ser vistas mais precisamente com uma forma de expressão no qual o Espírito Santo penetra e toma forma, como no símbolo da pomba.

Porém também nos mais acentuados esforços dos movimentos feministas no Leste e Oeste também pode ser encontrado algo "semelhante a Sophia", ver Dr. Susanne Schaup no Protocolo da Academia Evangélica Bad Boll (Alemanha) na reunião "New Age 3: "Sophia". De maneira semelhante também se encontrar algo de "Cristo" não apenas nos novos esforços mundiais cristãos com projectos modelares como na "Vida Universal" ou nos esforços de renovação nas igrejas, e sim também em outros movimentos seculares. Comentário do NT: "O Espírito sopra onde ele quer e tu escutas seu ruído, porém não sabes de onde ele vem, adonde ele vai. Assim é com todos que são nascidos do Espírito".

O que está chegando tem sempre uma natureza feminina/masculina, não é mais patriarcal mas também não é matriarcal.

Enquanto algo da obra de Cristo está em cada indivíduo, como descrito no capítulo anterior, isto pode ser amplificado agora através do Cristo exterior e do Espírito Santo, também através de suas palavras, porém não apenas através delas.

Os cavaleiros do Santo Graal iniciaram através de seu próprio reconhecimento que a obra de Cristo na terra de há 2000 anos atrás deixou algo, que a pessoa pode buscar e achar, o "Graal". Esta lenda diz que um pouco do sangue de Jesus que pingava da cruz foi recolhido em um cálice. José de Arimatéia e seus acompanhantes teriam cavalgado até a França ou Inglaterra e se reunido sempre a frente deste "Cálice Milagroso" para orar e receber inspirações. Ver, por exemplo R. de Boron "A história do Santo Graal", escrito pelo ano 1200. Embora a lenda possa ser baseada em uma realidade exterior, logo salta a vista que um cálice de ouro com sua parte superior, seu espessamento no centro e seu alargamento e sua abertura para baixo simboliza o ser humano*; uma pessoa que do seu centro ou do seu coração se abre para cima, para o Espírito Santo, para baixo para a redenção da terra; um homem iluminado que é "aguardado pela criatura" (Carta aos Romanos 8, 18-28). Em larga escala o mesmo também pode ser visto como um símbolo de uma terra aberta para Deus. Ao redor desta corrente agrupava-se também os, Catarianos, um pouco retirados do mundo, ou seja: Ketzer, e povo Albigenser, cantores, trovadores. Muitos milhões de tais cristãos esotéricos foram erradicados pelo papado como heréticos (Ketzer). O profundo significado do Graal também não está ainda esgotado pela outra lenda sobre descendentes físicos de Jesus em famílias reais teriam o Graal.  

João 4: "... Mulher, crê em mim, chegará o tempo em que vós não ireis orar ao Pai nem nesta montanha nem em Jerusalém... Chegará o tempo e já está presente que os que oram ao Pai em espírito e que oram pela verdade, estes irão ter ao Pai, estes que assim oram. Deus é espírito e os que oram para ele devem orar a Ele em espírito e na verdade." Esta posição de atitude livre de linhas de um cristianismo espiritual seria apenas suportado pelas instituições se as mesmas tivessem a coragem de se renovar na base de pessoas cristãs livres. Desde que tais direcções de um cristianismo espiritual foram dizimadas de tal maneira que até é difícil de reconstruir seus ensinamentos, a igreja finalmente removeu até a sua substância de tradição espiritual, que hoje pode ser reconhecido lentamente como um vácuo. Após muitas ofertas, em parte duvidosas, de outras culturas que tentavam preencher este vácuo, as igrejas buscam agora a práctica espiritual cristã desaparecida.

O conhecido Abade Joachim di Fiore (pelo ano 1100) falou sobre o tempo do Pai (ao tempo da religião da lei do Antigo Testamento) bem como do tempo do Filho com procuração da igreja e profetizou uma terceira "Zeitalter des heiligen Geistes" (Era do Espírito Santo)– Título de um livro em alemão da editora Turmverlag – , onde cresce nas pessoas a sua ligação individual com Deus. Também desta profecia, cujo significado pode reconhecer cada vez mais, foram introduzidos elementos directos e indirectos nas mais diversas tentativas, de Lutero, passando por Marx - até Hitler, onde foram feitos abusos ou empregadas de modo abusivo/incorrecto. Na maioria das vezes existe também um arquétipo razoável para tais distorções.

Aqui existe também uma anotação para distinção da espiritualidade do Espírito Santo e prácticas espirituais. O "Estar sob posse do Espírito Santo", em um caso ideal, a tomada da consciência pelo Espírito Santo, passa pelo mais íntimo núcleo de uma pessoa. Hipnose ou estados de transe ecstáticos e "Possessão" através de "Espíritos" do Além não acontecem aqui, muito menos a sua "Conjuração" (Chamada). Nem para as pessoas concernentes nem para os outros ao se ter essa experiência não é esgotante de forças como em uma sessão espírita. A consciência não é estreitada e sim estendida. Assim muitas percepções extraordinárias podem ser feitas nos arredores, então as conscientes e sem perda de memória.

O efeito do Espírito Santo poderia ser compatível tanto com o silêncio meditativo (quase sempre ausente nas igrejas ocidentais) mas também com tentativas de alcançar o contrário através de melhor e mais comunicação, como foi desenvolvido no Ocidente, especialmente na América. Se o silêncio e comunicação/conteúdos puderem ser conectados entre si– uma chance especialmente da mentalidade centro-europeia –, então a intenção do Espírito Santo poderia ser claramente reconhecida. O mesmo se manifesta muitas vezes por meio de terceiros além dos limites ocidentais e orientais; porém apenas quando a acção não é de carácter egoísta ou não-ético. Cristo é imaginável apenas com a entendida modéstia, ética e do sentido, que ele deu ao mundo no senso de uma história sagrada.

O Espírito Santo também não pode ser analisado completamente separado de Cristo nem de Suas intenções. Cristo recebeu do Espírito Santo a qualidade de que os discípulos "iriam se lembrar de tudo que Eu vos digo". Além disso ele disse: "Ainda tenho muito a dizer-vos, porém vós não suportariam ainda isto. Quando aquele que chegar no Espírito da Verdade, este irá comunicar-vos toda a Verdade."

Qualquer que seja a direcção que a verdade for limpada, isto poderia se unir com o Espírito Santo para inteirar estas forças que querem salvar a terra.

Nos últimos ensinamentos de Cristo existem pessoas com sua subjectividade, - embora nem todos tem o relativismo que não mais permitiriam as verdades objectivas, de acordo com algumas considerações filosóficas modernas.

* Em adição esta colocado nas página em inglês e alemão um desenho simbólico do Santo Graal.

Pergunta:
O que é que Deus já ajudou a desenvolver em mim e o que receberei de Deus hoje?

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Uma imagem de Jesus.

Para aqueles que querem ter uma idéia mais clara de qual era a aparência de Jesus, aqui no fim dos Evangelhos foi alocada uma imagem que pode ser considerada a mais genuína, embora seja aceito em geral que não existem retratos dele:
A assim chamada única real "Bild unseres Heilandes", pode ser adquirida perante a Editora Lorber. De acordo com a tradição, esta foi pintada por ordem do imperador Tibério de um retrato em uma esmeralda e foi entregue ao Papa Inocêncio VIII para comprar a liberdade do irmão do sultão dos turcos, sendo retirada do tesouro de Constantinopla. Com isto está combinada uma descrição da figura de Jesus feita por Publius Lentulus, neste tempo governador da Judéia, para o senado e a nação romana:
"Nestes dias surgiu um homem muito virtuoso chamado Jesus Cristo, que ainda vive entre nós e é visto como profeta da verdade pelos pagãos, porém chamado de Filho de Deus pelos seus discípulos. Ele desperta os mortos e cura todos os tipos de doenças. Um homem de porte médio, encorpado e de aparência venerável, de jeito que todos que o vêem, tem que ama-lo bem como teme-lo. Seu cabelo é da cor de uma avelã madura, liso até quase as orelhas, partindo dali um pouco encaracolados, chegando até seus ombros e mais do tipo oriental, segundo as prácticas dos nazarenos, repartido no meio. Sua testa é aberta e lisa, seu rosto não possui marcas nem rugas, bonito, de um agradável encarnado. Nariz e boca são formados de tal maneira que nada há lá que se possa reclamar. A barba é pouco forte, com cor apropriada aos cabelos, de comprimento pouco longo. Seus olhos são azul-escuro, claros e vivos. Seu corpo é bem formado e teso, suas mãos e braços são proporcionais. Suas reprimendas são terríveis, amistoso nas exortações, contido, sábio e modesto nas, misturado com dignidade. Ninguém consegue recordar te-lo visto a rir, porém muitos já o viram a chorar. Um Homem, que ultrapassa o povo pela beleza proprietária."  

Imagem adicionada ao teto impresso alemão – com permissão da editora de 1992.
 Sobre a marca do corpo de Jesus no Sudário de Turim . (ver também o nosso capítulo „Crucificação e a colocação no sepulcro com indicações sobre a mística cristã"). Desde 1979 que o „Véu de Manoppello" está a ser testado cientificamente pelo P. Prof. Dr. Heinrich Pfeiffer e pela Irmã Blandina Paschalis Schlömer. Ao contrário do Sudário de Turim, aqui encontramos apenas uma cara, sem dúvida com os olhos abertos: http://voltosanto.com . Também neste véu é difícil explicar cientificamente e sem certezas a causa da sua origem. A seda do mexilhão, por exemplo, é difícil de pintar. As medidas da cara são, em ambos os panos, congruentes. Ver João 20: 5-7. Estas imagens tiveram um papel decisivo nas representações artísticas de Jesus nos primeiros séculos. No véu que envolveu Jesus, vemos uma cara oval, de frente e com cabelo; existem também parecenças com a imagem mencionada acima, que mostra Jesus vivo, de lado.

 

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